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Fazendeiro é preso acusado de matar trabalhador e simular ataque de onça

Foi informado à Polícia Civil que Dinalto foi vítima do ataque de um animal, contudo, análise dos policiais e da perícia técnica apontou que os ferimentos não condiziam com ataque de felino

O dono da fazenda, de 56 anos, onde Dinalto Machado Lopes, de 53 anos, trabalhava foi preso pela Polícia Civil, neste sábado (27), em Tapurah (389 km de Cuiabá) suspeito de ter assassinado a vítima. Inicialmente, foi levantada a hipótese de que a vítima tivesse sido morta por um ataque de onça, mas a tese foi descartada pelo laudo de necropsia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) que encontrou três orifícios no corpo do homem, causados por disparos de arma de fogo, o que classificou o caso como homicídio. Além da prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.  Em uma das residências do investigado foram apreendidas três armas de fogo e diversas munições.

As três ordens de buscas domiciliares e uma de prisão foram expedidas pela Vara Única da Comarca de Tapurah. As buscas foram cumpridas na fazenda do alvo da investigação e em duas residências dele na cidade de Tapurah e no Distrito de Ana Terra.

Na última quarta-feira (24.04), a Delegacia de Tapurah foi informada de um suposto ataque de onça que teria resultado na morte de Dinalto, que trabalhava em uma fazenda na região de Tapurah. O que inicialmente parecia ser um incidente envolvendo a ataque de animal, rapidamente se transformou em uma ocorrência de homicídio, conforme foi revelado pela investigação.

Investigação

Em entrevista aos policiais civis, o proprietário da fazenda, de 56 anos, afirmou que no dia do fato, a vítima foi encarregada de consertar uma cerca na propriedade. Aproximadamente duas horas depois, a esposa da vítima percebeu a ausência prolongada e perguntou ao suspeito onde a vítima estava.

O investigado então, de acordo com a esposa da vítima, momentos depois passou a gritar que a vítima estava morta e que tinha lesões que eram de ataque de onça, baseando-se nos ferimentos e na suposta trilha deixada pelo animal.

No entanto, a perícia oficial apresentou conclusões do exame de necropsia e do local contradisseram a versão apresentada pelo suspeito. As lesões encontradas no corpo da vítima foram consideradas incompatíveis com o ataque de animal felino, indicando cortes provocados por instrumento cortante e perfurações por arma de fogo.

Além disso, durante a análise da cena do suposto ataque foram descobertas cápsulas de munições deflagradas, em um local próximo à sede da fazenda, a aproximadamente 260 metros de distância. Essa descoberta levantou sérias suspeitas sobre a versão apresentada pelo suspeito, sugerindo que o incidente se tratou de um homicídio disfarçado.

Diante das evidências coletadas, a Polícia Civil representou pelos mandados de prisão temporária e de buscas. Em uma das residências do investigado foram apreendidas três armas de fogo e diversas munições.

A investigação prossegue para reunir outras informações que possam esclarecer toda a dinâmica do crime e a motivação.

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