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Compra de drogas com traficante de facção rival determina execução de jovem dentro de casa

Esposa da vítima, junto do filho de 4 anos, presenciou todo crime, ocorrido no último dia 3, em Cáceres

A esposa de Daniel Garcia dos Reis, em depoimento ao qual o HNT teve acesso, informou que viu os criminosos que mataram seu marido vigiando a casa minutos antes do crime e desconfia que a vítima tenha comprado drogas de uma pessoa que pertence a uma organização criminosa que não controla a região onde mora. O jovem foi assassinado com quatro tiros na tarde do último dia 3, em Cáceres (218 km de Cuiabá). Um jovem identificado como Louredir Valério, vulgo “Loro”, foi preso junto do comparsa Matheus Cardozo horas depois do crime.

Ela contou que estava nos fundos de sua casa com o filho quando notou Loro em uma motocicleta com um comparsa olhando para dentro da casa, o que causou estranhamento a ela, já que sabe que o suspeito é membro do Comando Vermelho, com a função de “disciplina”.

Assustada com a situação, ela entrou na casa com o filho e o marido. Disse ao Daniel para trocar de roupa para que eles fossem à casa de um parente e ficar por lá até que o suspeito fosse embora da região que ele não costuma frequentar. Em seguida, enquanto ela ainda trocava de roupa, ouviu um grande barulho no portão.

Ao verificar o que estava acontecendo, encontrou Matheus Cardoso Viano, que é marido de sua amiga, junto do Loro, que estava armado. O suspeito virou para a esposa da vítima e disse que estava procurando Daniel e que foi até a casa “resolver uma coisa”, que era para ela entrar e ficar quieta.

Nesse momento, ela narra que pegou o filho e saiu correndo pela rua, escondendo-se na casa de uma vizinha. Porém, Matheus a seguiu, pegou-a novamente e disse que, caso ela corresse de novo, iria matar a criança. A mulher foi colocada no quarto, de onde ouviu os criminosos conversando com seu marido.

Ela disse que ainda viu Loro tirando uma corda do bolso e mandando Matheus amarrar Daniel. Posteriormente, Loro fez uma vedeochamada em que a pessoa no telefone mandava o que eles deveriam fazer.

A vítima, que era membro afastado do Comando Vermelho, era suspeita de estar integrando a facção rival PCC. O criminoso ficava questionando Daniel com quem ele estava comprando droga “para passar o endereço dele que ele seria o próximo”.

Em seguida, ela ouviu o primeiro tiro e ouviu Daniel gritar. Logo em seguida, mais três tiros. Apavorada, ela abriu a porta do quarto e viu os criminosos indo embora e o marido baleado sangrando na sala. Uma equipe médica ainda foi acionada e constatou o óbito no local.

Vizinhos viram a dupla fugindo e reconheceram ambos. Ainda indicaram a residência em que eles moravam. Em rondas, a polícia conseguiu encontrar os dois suspeitos, que foram presos em flagrante.

Por fim, a mulher disse que Daniel era usuário de drogas, mas estava tentando largar o “mundo do crime”. Porém, suspeita que ele tenha comprado o entorpecente com a pessoa errada e acabou tendo a morte ‘decretada’. Ela ainda mencionou que um dia antes estava na casa de Matheus onde ficaram bebendo até tarde e não desconfiou que ele estava planejando matar seu marido.

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