domingo, 19 abril 2026
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Apreensões expõem aumento do contrabando de emagrecedores em MT

Em uma semana, ocorreram ao menos três apreensões de emagrecedores de origem desconhecida e sem nenhuma garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade, no Estado

Com o transporte irregular de medicamentos utilizados para tratamento da obesidade e do sobrepeso, as apreensões desse tipo de produto pelas forças de segurança pública têm sido cada vez mais frequentes, em Mato Grosso. Em uma semana, ao menos três operações foram realizadas contra o comércio ilegal e o contrabando de emagrecedores de origem desconhecida e sem nenhuma garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade, o que oferece riscos à saúde.
Uma das ações foi deflagrada pela Polícia Civil no dia 5 deste mês, quando uma mulher, 38 anos, foi presa em flagrante, em Porto Alegre do Norte (1.125 km a Nordeste de Cuiabá), por aquisição de substância de uso proibida no Brasil. Com ela, foi encontrado uma encomenda contendo tirzepatida, mais conhecido como “mounjaro”.
A prisão da suspeita ocorreu em apoio à investigação realizada pela Polícia Civil de Goiás sobre o crime de importação e distribuição de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais de procedência ignorada.
Inicialmente, de acordo com informações da PC, a apuração resultou, em 28 de janeiro passado, na detenção em flagrante de uma enfermeira por envio, via Correios, de produtos importados com comercialização proibida no país a diferentes estados. A partir da prisão da enfermeira, foi verificado que entre a remessa havia um lote enviado para Porto Alegre do Norte.
De posse dessas informações, a equipe policial da cidade mato-grossense realizou acompanhamento e verificação prévia das informações. Já na manhã do dia 5 deste mês, a suspeita foi até o Correio local e retirou sua encomenda, quando então foi devidamente abordada pelos policiais.
A mulher confessou que havia retirado a encomenda dos Correios e que se tratava da tirzepatida. Segundo a suspeita, ela comprou o produto de uma moradora de Goiás para fins estético, mesmo ciente de sua irregularidade e uso proibido no Brasil. Diante disso, foi realizada a sua prisão em flagrante e ela foi levada para a delegacia.
Outras duas ações foram realizadas pela Polícia Federal (PF). Uma delas, intitulada “Peso Falso”, foi deflagrada dia 4 deste mês com o objetivo de desmantelar um esquema criminoso de contrabando e de descaminho, além de possíveis infrações à legislação sanitária. Na ocasião, os policiais cumprem um mandado de busca e apreensão em Cuiabá.
Neste caso, as investigações tiveram início em novembro de 2025, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu grande quantidade de produtos proibidos oriundos do Paraguai, entre os quais estão canetas emagrecedoras e anabolizantes. A partir de então, a PF aprofundou as investigações com o objetivo de identificar os responsáveis pelo financiamento desse tipo de crime.
Dias antes, em 28 de janeiro, a PF abordou um homem que transportava aproximadamente 190 ampolas de produtos emagrecedores, além de cerca de 90 unidades de esteroides anabolizantes de diversos tipos durante fiscalização, em Itiquira (357 km ao Sul de Cuiabá). Também foram apreendidos cigarros eletrônicos e diversos produtos eletroeletrônicos sem comprovação de importação regular.
De acordo com as informações, as mercadorias teriam sido adquiridas no Paraguai e tinham como destino Rondonópolis, o que também caracteriza os crimes de contrabando e de descaminho, além de possíveis infrações à legislação sanitária.
O material apreendido foi encaminhado para a sede da Polícia Federal para os procedimentos legais cabíveis. O homem foi preso em flagrante e conduzido para a Penitenciária Major Elmo de Sá Corrêa e permanecerá à disposição da Justiça.
PROIBIÇÃO – Em janeiro passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia determinado a apreensão e proibição do tirzepatida das marcas Synedica e TG. Diante disso estes produtos não podem ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e usados. A medida vale também para o retatrutida de todas as marcas e lotes.
Conforme informações, esses produtos foram fabricados por empresas desconhecidas e estão sendo anunciados e vendidos através de perfis no Instagram sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Por se tratar de produtos irregulares de origem desconhecida, não há nenhuma garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade.
Por isso, não devem ser usados. No país, são investigados seis casos de pancreatite ligados ao uso de canetas emagrecedoras. Ao todo, há 225 notificações de suspeitas de eventos adversos.

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