“A diretora da escola concordou com a mudança. Vamos acolher as famílias e os profissionais da educação, mas também agir com firmeza. Não vamos permitir que escolas se tornem ambiente de criminalidade”, afirmou o secretário.
Hoje, Mato Grosso conta com 130 escolas militares e 350 profissionais — entre psicólogos e assistentes sociais — atuando na mediação escolar e promoção da cultura de paz.
A Justiça determinou a internação de três das quatro adolescentes envolvidas. Apenas a menor de 11 anos ficou isenta da medida por força do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que não permite internação de crianças abaixo dessa idade.
As jovens confessaram o crime e disseram já ter agredido outras colegas. A Polícia Civil encontrou vídeos das ações salvos nos celulares apreendidos. A investigação já foi concluída e encaminhada ao Ministério Público.
O delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira classificou o grupo como um reflexo da “bandidolatria” que atrai adolescentes. “Elas imitavam organizações criminosas, com regras próprias, líder, punições e até ritual de agressão. A vítima foi espancada por ter descumprido essas normas. Uma delas era: não pode chorar durante o castigo”, explicou.



