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Ao dia, 51 mato-grossenses foram vítimas de golpes em cinco anos

Os mais comuns são via rede social, compras eletrônicas, clonagem de cartão, transação financeira e cobrança indevida

Os golpes cibernéticos, em sua maioria classificados criminalmente como estelionato (artigo 171), atingem contornos de epidemia no Brasil.

Em 2024, mais de 36% dos brasileiros foram vítimas de golpes ou fraudes de cartões bancários, de acordo com dados da Federação dos Bancos (Febraban).

Em Mato Grosso, as estatísticas da Segurança Pública apontam registros de 23.121 queixas formalizadas por vítimas de golpes no mesmo ano.

Mas, nos últimos cinco anos, de 2020 a 2024, 93.577 mato-grossenses buscaram ajuda na Polícia por terem sido lesados financeiramente nas mais diversas modalidades de golpes.

Esse dado significa que, diariamente, 51 pessoas foram vítimas.

De acordo com os dados do Observatório de Segurança, órgão da Sesp-MT, nos últimos cinco anos, de 2020 para 2024, os registros de golpes cresceram 66,7%.

De 13.862, em 2020, as queixas saltaram para 23.121 no ano passado (2024).

No primeiro mês de 2025, os golpistas, claro, continuam agindo.

Fizeram 2.114 vítimas em Mato Grosso, segundo as estatísticas.

Os golpes mais comuns são via rede social, compras eletrônicas, clonagem de cartão, transação financeira sem a autorização do titular da conta e cobrança indevida.

Em 2024, Adriana Aparecida Silva, 35 anos, foi vítima de um golpe bancário que lhe gerou prejuízo de quase R$ 5 mil.

No caso de Adriana, os golpistas foram tão persuasivos que a fizeram acreditar que estava conversando com um funcionário do banco.

“Pensei estar falando com o funcionário e que ele tentava me prevenir de um golpe para evitar o pagamento de um falso boleto”, recorda ela.

A situação foi tão tensa que Adriana seguiu todos os passos ditados pelo golpista até concluir a falsa negociação.

Só então ela percebeu que, na verdade, estava quitando o boleto do golpe.

Adriana ainda tenta reaver o dinheiro por meio de uma ação judicial que impetrou contra o banco.

FORÇA-TAREFA – A Febraban e o Ministério da Justiça lançaram, na semana passada, em nível nacional, uma força-tarefa para tentar reduzir os golpes.

Além de campanhas de conscientização, os órgãos públicos, financeiros e forças policiais estão traçando estratégias para intensificar a repressão aos golpes.

Nos dias 11 e 12 de março, em São Paulo, acontecerá o 2º Congresso de Prevenção e Repressão a Fraudes, Segurança Cibernética e Bancária.

Esse evento reunirá autoridades da Polícia Federal, da Interpol, de bancos públicos e privados, entre outros.

Esse congresso seráé presencial, mas haverá transmissão ao vivo para quem se inscrever pela plataforma FEBRABAN TECH.

Entre os temas a serem discutidos estão: IA (Inteligência Artificial) aplicada na Prevenção a Fraudes, tecnologias de combate a crimes transnacionais e o da segurança bancária na estratégia nacional de combate ao crime organizado.

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