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78 pessoas já foram torturadas e mortas amarradas este ano em MT

Setenta e oito pessoas já foram mortas amarradas pelos pés e mãos e torturadas. Algumas amordaçadas e jogadas dentro de rios e lagos este ano em Mato Grosso.

A maioria das vítimas, foi sequestrada antes de serem executadas com diferentes tipos de arma, principalmente facas e armas de fogo.

Os números de mortes de pessoas torturadas e amarradas assustam até a Polícia. As vítimas envolvidas, em sua maioria, estava envolvida em algum tipo de crime e era ativa em facções criminosas.

Nos últimos dois anos, 152 pessoas foram vítimas desse mesmo tipo de crime. Algumas, além de torturadas e mortas amordaçadas e marradas, também foram sequestradas e jogas em rios ou lagoas.

Essa modalidade de crime, segundo avaliação da Polícia Civil, vem crescendo nos últimos cinco anos, são praticados por criminosos para atrapalhar e dificultar as investigações policiais.

PANO NO PESCOÇO – Com um pano amarrado no pescoço, e com pés e mãos amarradas por cordas, foi o cenário que as Polícias Civil e Militar encontraram na morte de um homem jogado no rio após ser executado nesta terça-feira (17).

O corpo, segundo a Polícia, estava submerso na parte rasa do Rio Juruena, que corta a cidade de Juína (735 km a Noroeste de Cuiabá).

“Em princípio foi uma execução. A pessoa que nós ainda vamos identificar, pode ter sido sequestrada para desova”, informou um policial à reportagem do DIÁRIO.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e retirou o corpo do rio. A Polícia Civil fez a liberação do corpo para o IML, após a perícia preliminar de agentes da Perícia Oficial (Politec).

MAIS UM CASO – Policiais da Delegacia de Homicídios (DHPP), vão apurar a execução de mais um homem sequestrado, torturado e morto amarrado em Mato Grosso.

O corpo do homem ainda não identificado, segundo agentes da Guarda Municipal, foi localizado por volta das oito horas da manhã desta segunda-feira (16).

O cadáver, segundo agentes da Perícia Oficial (Politec), apresentava marcas de torturado, antes de ser executado amarrado com cordas.

O corpo foi jogado em um lixão, nos fundos de uma empresa, no bairro Jardim Primavera, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá).

Policiais da DHPP realizaram a liberação do corpo para o IML, após a perícia preliminar de agentes da Politec. Os policiais também vão investigar o caso.

A reportagem do DIÁRIO apurou, que os policiais ainda desconhecem os motivos do crime, mas não descartam qualquer hipótese, principalmente uma execução a mando de uma facção criminosa.

“A tortura e o corpo amarrado, tem sido o modus operandi dos crimes praticados nos últimos tempos, por facções. Vamos aguardar a identificação da vítima, para termos uma dimensão do que aconteceu”, comentou um policial.

A Polícia também aguarda os laudos do IML, para oficializar que tipo de arma os assassinos usaram no crime de homicídio triplamente qualificado.

CORPO DESOVADO – Ainda nesta terça-feira (17), a Polícia Civil liberou para o IML, o corpo de um homem encontrado morto a tiros, pelos pés, e com as mãos amarradas para trás, e com sinais de tortura.

O corpo do jovem João Vinícius Silva Campos, de 19 anos, estava jogado na estrada que dá acesso ao Assentamento Nossa Terra, Nossa Gente, na zona rural da em Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá).

A Polícia informou à reportagem, que vai aguardar os laudos e a identificação da vítima, para levantar os motivos do crime. A Polícia, no entanto, acredita que o corpo foi “desovado” no local.

2024 MAIS VIOLENTO – Os números de mortes de pessoas sequestradas, torturadas e executadas amarradas,  em 2024, é maior que 2023.

Em todo o ano passado, 74 pessoas foram torturadas e mortas amarradas. De primeiro de janeiro até este dia 17 de dezembro deste ano, 78 pessoa já foram executadas do mesmo jeito.

NÃO OFICIAL – Somente neste ano de 2024, ao menos 78 pessoas de ambos os sexos, foram encontradas mortas com sinais de tortura e executadas amarradas, em diferentes cidades do Estado.

Os números de mortes violentas com os mesmos modus operandi, no entanto, não são oficiais. São levantados através de reportagens publicadas diariamente em sites de Mato Grosso.

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