segunda-feira, 11 maio 2026
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74% das mulheres dizem já ter sofrido assédio, aponta pesquisa em 10 capitais brasileiras

Maioria das vítimas relata ter sido assediada na rua ou no transporte público, segundo levantamento feito Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec

Três a cada quatro mulheres dizem já ter sofrido assédio em algum momento da vida, aponta a Pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres 2026. A maioria delas relata ter sido assediada na rua ou no transporte público.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec, com apoio do Sesc-SP e da Fundação Grupo Volkswagen.

O levantamento foi feito com 3.500 pessoas com mais de 16 anos moradoras de dez capitais brasileiras: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia. As entrevistas foram feitas de forma online, entre os dias 2 e 27 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, 74% das mulheres disseram já ter sofrido assédio em algum momento da vida, 56% relataram que a agressão ocorreu na rua ou em algum outro espaço público (como praça, parque ou praia) e 51% no transporte público.

Além disso, 38% disseram ter sido vítimas de assédio no trabalho e 28%, dentro do ambiente familiar.

Ainda 33% disseram ter sido assediadas em bares e casas noturnas e 17% dentro de transporte particular, como táxi ou carros por aplicativo.

Jennifer Caroline Luiz, supervisora da área de gestão da Fundação Volkswagen, diz que o número de mulheres vítimas de assédio pode ser ainda maior do que o captado pela pesquisa. “Existe a dor, a vergonha em admitir ter sido vítima dessa situação. Então, pode ser que o número seja maior, mas o formato da pesquisa, com entrevistas online, pode diminuir esse risco.”

Ela destaca ainda que o grupo etário com maior incidência de mulheres que relataram ter sofrido assédio foi o de 45 a 59 anos.

“Se por um lado, mulheres mais jovens, da faixa de 16 a 24 anos, podem ter mais facilidade em reconhecer as situações de assédio e denunciá-las, por outro, as mulheres com mais idade vivem em um contexto em que o mais machismo é mais presente e foi mais naturalizado. Por isso, podem ter sofrido mais com esse tipo de situação.”

O levantamento também questionou os entrevistados sobre medidas que consideram eficazes para combater a violência doméstica e familiar. A medida mais citada por elas (59%) foi aumentar as penas para quem comete violência contra mulher. Em seguida, 52% delas disseram que seria ampliar os serviços de proteção a mulheres em situação de violência em todas as regiões da cidade.

Para os homens, essas também foram as duas medidas mais citadas, tendo sido respondidas por 48% e 45%, respectivamente.

A pesquisa incluiu ainda perguntas para entender a percepção de igualdade de gênero entre os entrevistados e encontrou diferenças significativas entre homens e mulheres.

Para 51% deles, os afazeres domésticos de suas casas são divididos igualmente entre homens e mulheres. Enquanto, apenas 29% das mulheres relataram que a divisão é igualitária.

Além disso, 28% dos entrevistados do sexo masculino disseram acreditar que os afazeres domésticos são de responsabilidade de homens e mulheres, mas reconheceram que elas fazem a maior parte. Entre as mulheres, 43% afirmaram que fazem a maior parte.

“A sobrecarga feminina é mais percebida pelas próprias mulheres. Há uma tendência de alguns homens aumentarem a percepção de que o trabalho doméstico é uma responsabilidade compartilhada, mas eles acham que está sendo dividido igualmente, enquanto elas não percebem o mesmo. Isso traduz a desigualdade de gênero”, diz Jennifer.

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