quarta-feira, 7 outubro 2026
27 C
Nova Olímpia
- Publicidade -
Dengue
- Publicidade -
Inst. BioFlores

Mais votos e sem cadeira: sete candidatos superam eleitos, mas ficam fora da ALMT

Eduardo Botelho recebeu 37,3 mil votos e teve desempenho superior ao de dez deputados eleitos, mas terminou na suplência; resultado mostra como desempenho dos partidos interfere na distribuição das 24 vagas

Estar entre os candidatos mais votados de Mato Grosso não foi suficiente para garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa (ALMT) nas eleições de 2026. Pelo menos sete candidatos que ficaram fora da próxima legislatura receberam individualmente mais votos do que parlamentares que conseguiram uma das 24 vagas disputadas no domingo (4).

O exemplo mais emblemático é o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB). Candidato à reeleição, ele recebeu 37.359 votos e terminou como primeiro suplente do partido. Na classificação geral pela votação nominal, porém, Botelho aparece na 15ª colocação. Se a eleição fosse decidida exclusivamente pelo número de votos individuais, estaria com folga entre os 24 eleitos.

Botelho teve mais votos que dez candidatos que conquistaram mandato: Dr. Eugênio (Republicanos), com 36.700; Fabinho Tardin (Podemos), 36.122; Nininho (Republicanos), 33.438; Valdir Barranco (PT), 32.137; Sebastião Rezende (União), 32.108; Carlos Avallone (PSDB), 31.035; Alcino Barcelos (PL), 22.624; Adelcino Lopo (Podemos), 21.146; Wilson Santos (PSD), 19.911; e Chico Guarnieri (PSDB), 18.842.

BOTE­LHO ESBARRA NA CHAPA

O problema para Botelho foi o desempenho dentro do próprio MDB. O partido conquistou três cadeiras, ocupadas por Dr. João, que recebeu 55.955 votos; Léo Bortolin, com 51.040; e Thiago Silva, com 40.856.

Botelho ficou em quarto lugar entre os candidatos do MDB e, consequentemente, como primeiro suplente da legenda.

A mesma situação atingiu outros nomes com votações expressivas.

Paulo Araújo (Republicanos) recebeu 30.338 votos, quantidade superior à obtida por Alcino Barcelos, Adelcino Lopo, Wilson Santos e Chico Guarnieri, mas não conseguiu renovar o mandato.

Também pelo Republicanos, Ari Lafin somou 29.408 votos e Alan Porto, 24.742. Os dois tiveram votação maior que a de alguns candidatos eleitos, mas não conseguiram entrar no grupo das quatro cadeiras conquistadas pela legenda.

O Republicanos elegeu Diego Guimarães, Valmir Moretto, Dr. Eugênio e Nininho.

JÉSSICA TAMBÉM FICA FORA

Outro caso é o de Jéssica Riva (MDB), que recebeu 25.979 votos. Apesar de superar nominalmente Alcino Barcelos, Adelcino Lopo, Wilson Santos e Chico Guarnieri, ela também ficou sem mandato.

No Podemos, que conquistou a maior bancada da próxima legislatura, com seis cadeiras, a situação atingiu Meraldo Sá e Sargento Casarin.

Meraldo recebeu 20.255 votos, superando Wilson Santos e Chico Guarnieri, mas não entrou entre os seis mais votados da legenda contemplados pelas vagas.

Casarin teve 19.823 votos, 981 a mais que Chico Guarnieri, e também terminou na suplência.

Assim, a relação dos sete candidatos que tiveram votação superior à de pelo menos um eleito, mas ficaram sem cadeira, é formada por Eduardo Botelho, Paulo Araújo, Ari Lafin, Jéssica Riva, Alan Porto, Meraldo Sá e Sargento Casarin.

ELEITOS COM MENOS VOTOS

Na outra ponta está Chico Guarnieri (PSDB), que garantiu mandato com 18.842 votos, a menor votação nominal entre os 24 eleitos.

Na sequência aparecem Wilson Santos (PSD), com 19.911; Adelcino Lopo (Podemos), com 21.146; e Alcino Barcelos (PL), com 22.624. Os quatro aparecem no resultado da disputa como eleitos por média.

A diferença entre votação individual e eleição efetiva é consequência direta do sistema proporcional adotado para a escolha dos deputados estaduais.

POR QUE ISSO ACONTECE?

Diferentemente da eleição para governador, senador ou presidente, na qual vence quem alcança a votação exigida para o cargo, a disputa pelas cadeiras da Assembleia leva em consideração também o desempenho dos partidos e federações.

Os votos dados aos candidatos e às legendas ajudam a determinar quantas cadeiras cada grupo político terá direito a ocupar. Definida essa quantidade, as vagas são destinadas aos candidatos mais votados dentro de cada partido ou federação, observadas as regras eleitorais.

Por isso, não existe uma relação direta entre estar entre os 24 candidatos mais votados do Estado e integrar a lista dos 24 deputados eleitos.

O caso de Botelho torna a distorção aparente especialmente evidente. O emedebista terminou como o 15º candidato mais votado de toda a eleição, mas encontrou três companheiros de partido à sua frente e uma legenda com direito a apenas três cadeiras.

O resultado de 2026 repete, assim, uma característica do sistema proporcional: a quantidade de votos do candidato importa, mas o desempenho de sua chapa pode ser tão decisivo quanto sua própria votação para determinar quem entra e quem fica fora da Assembleia Legislativa.

- Publicidade -
juranda e jackson vania
Menina de Luxo
- Publicidade -
abaixo do destaque
jujava
- Publicidade -
Certificado Digital

Compartilhe

Popular

Veja também
Relacionados

Feito com muito 💜 por go7.com.br