Uma sequência de ocorrências de violência doméstica contra mulheres registrada durante o fim de semana acendeu um alerta na região. Casos foram atendidos pelas forças de segurança em Tangará da Serra, Arenápolis e Diamantino, entre sábado (22) e domingo (23), envolvendo agressões físicas, ameaças e situações motivadas, segundo os relatos das vítimas, por ciúmes e conflitos nos relacionamentos.
Os episódios acontecem em meio a um novo alerta do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso, que orienta as vítimas a procurarem ajuda já nos primeiros sinais de violência e destaca a importância das medidas protetivas de urgência como instrumento de proteção.
Em Tangará da Serra, no Jardim Goiás, uma mulher relatou ter sido agredida novamente pelo companheiro após decidir retomar o relacionamento. Segundo o sargento Francisco, ela já havia registrado uma ocorrência anteriormente contra o suspeito, mas acreditou que ele tivesse mudado. Na noite de sábado (22), porém, uma nova agressão teria ocorrido. O homem foi preso pela Polícia Militar e encaminhado para as providências cabíveis.
Já no Jardim Bela Vista, no domingo (23), outra mulher relatou à Polícia Militar que vive com o companheiro há aproximadamente seis anos. Conforme o boletim, depois que um homem foi até a residência procurando pela vítima, o companheiro teria iniciado uma discussão motivada por ciúmes. Durante o desentendimento, ele teria pegado um cabo de vassoura e atingido a cabeça da mulher, causando ferimentos.
O suspeito foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil. Inicialmente, a vítima dispensou atendimento do Samu, mas, durante a confecção do boletim de ocorrência, começou a sentir dores na cabeça e foi levada por familiares à UPA de Tangará da Serra.
Quando a Polícia Militar chegou ao endereço, o suspeito já havia deixado o local. Foram realizadas buscas nas proximidades, mas, até o encerramento do boletim, ele não havia sido localizado. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.
Outra ocorrência foi registrada em Diamantino. A vítima contou aos policiais que mantém um relacionamento há aproximadamente nove anos e tenta se separar, mas o companheiro não aceitaria o fim da relação. Conforme o relato, ela sofreria ameaças constantes e já teria sido impedida de deixar a residência em outras ocasiões.
No domingo, quando tentou pegar o celular para chamar a Polícia Militar, o suspeito teria empurrado a mulher e apertado seu pescoço. Uma filha da vítima também teria sido empurrada durante a situação. O homem negou as acusações.
Embora inicialmente tenha informado que não desejava a prisão do companheiro, a mulher manifestou interesse em solicitar medida protetiva de urgência. Diante da situação, as partes foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil de Diamantino para as providências cabíveis.
Segundo a secretária do Gabinete da Mulher, delegada Mariell Antonini, comunicar as agressões permite que a rede de proteção conheça a situação e adote mecanismos para resguardar a vítima.
Mato Grosso conta com delegacias e núcleos especializados, além da Patrulha Maria da Penha, medidas protetivas, Botão do Pânico e, conforme o caso, monitoramento eletrônico do agressor.
Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190 ou procurar uma unidade policial. A medida protetiva pode ser fundamental para interromper o ciclo de violência e ampliar a proteção da vítima.
Mariell também afirma que o Estado oferece auxílio-moradia de R$ 600 mensais para mulheres em situação de violência doméstica que estejam em vulnerabilidade.
“Muitas mulheres permanecem em relações violentas porque dependem financeiramente do agressor. Esse auxílio é um suporte para que ela tenha condições de se afastar, buscar um lugar seguro e começar a reconstruir a própria vida”, explica.
As informações sobre os serviços, locais de atendimento e mecanismos disponíveis em Mato Grosso também estão reunidas na plataforma Mulher MT.
Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190/197 ou procurar uma unidade policial. A medida protetiva pode ser fundamental para interromper o ciclo de violência e ampliar a proteção da vítima.







