Uma menina de aproximadamente 4 anos, que apresentava um hematoma no rosto, relatou a conselheiras tutelares que teria sido atingida com uma chinelada pela própria mãe, na noite de segunda-feira (17), em Arenápolis/MT. A situação mobilizou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar e foi registrada como suspeita de maus-tratos.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Conselho Tutelar por volta das 21h30 para acompanhar a averiguação de uma possível situação de violência envolvendo duas crianças.
Os policiais encontraram a menina de 4 anos e outra criança de colo na companhia do pai. Durante o atendimento, a equipe percebeu um hematoma no rosto da criança mais velha.
Questionada sobre o ferimento, a menina inicialmente afirmou que havia caído. Posteriormente, porém, relatou às conselheiras tutelares que teria sido atingida com uma chinelada pela mãe.
Pai diz desconhecer suposta agressão
Conforme registrado pela PM, o pai afirmou que não tinha conhecimento da suposta agressão. Ele relatou ter retornado do trabalho por volta das 16h e buscado as filhas na residência de uma vizinha.
O homem também informou aos policiais que desconhecia o paradeiro da mãe das crianças naquele momento.
A Polícia Militar realizou diligências para tentar localizá-la, mas, de acordo com o boletim, ela não foi encontrada durante o atendimento da ocorrência.
O registro policial não detalha quando teria ocorrido a suposta agressão nem apresenta outras informações que permitam esclarecer as circunstâncias em que a menina sofreu o hematoma. Dessa forma, o relato da criança e os demais elementos do caso ainda deverão ser apurados pelas autoridades competentes. 
Crianças permanecem com o pai
Após avaliar a situação, as conselheiras decidiram deixar as duas crianças sob os cuidados do pai. Conforme o boletim, a decisão considerou a confiança demonstrada pela menina em permanecer com ele.
O Conselho Tutelar informou ainda que fará visitas frequentes à residência para acompanhar a situação e verificar as condições de segurança e bem-estar das crianças.
A Polícia Militar confeccionou o boletim para registro da ocorrência e adoção das providências cabíveis.
Até o momento descrito no documento, não havia informação sobre localização da mãe ou eventual responsabilização. O caso permanece sujeito à apuração, e a suspeita de maus-tratos não representa, por si só, conclusão sobre responsabilidade criminal.








