terça-feira, 12 maio 2026
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MT tem baixa adesão à vacina contra gripe

Dados do Ministério da Saúde apontam que somente 26,18% das pessoas que fazem parte do grupo prioritário se imunizaram contra a influenza ou gripe até o momento no Estado; baixa adesão aumenta risco da propagação do vírus

A preocupação com as doenças respiratórias aumenta com a queda na temperatura. No entanto, os números da vacinação contra a gripe seguem abaixo do esperado em Mato Grosso. De acordo com dados do Ministério da Saúde, neste ano, somente 352.394 pessoas que fazem parte do grupo prioritário se imunizaram contra a doença até o momento no Estado.

O número corresponde a 26,18% do total de 1.350.115 indivíduos do público-alvo. Entre os municípios com baixa cobertura está Várzea Grande, onde o índice é de apenas 20%, mesmo com o início antecipado da campanha de vacinação, no fim de março passado.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, a antecipação da mobilização teve como objetivo responder à circulação mais precoce do vírus no país, que já apresenta aumento de casos graves e pressiona a rede pública de saúde. “Mesmo com estratégias de conscientização, busca ativa e vacinação volante, ainda enfrentamos resistência por parte do público-alvo”, afirmou.

De acordo com o levantamento, o grupo prioritário no município é composto por 68.181 pessoas. No entanto, somente 13.639 doses foram aplicadas até o momento. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 100% de cobertura para garantir a chamada imunidade coletiva.

A SMS reforça que fazem parte do público-alvo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, além de profissionais das forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e pessoas em situação de rua.

Entre os subgrupos, os dados apontam que há 25.834 crianças de 6 meses a menores de 6 anos aptas à vacinação. Já o público com mais de 60 anos ultrapassa 39 mil pessoas, sendo um dos mais vulneráveis às complicações da doença.

Para ampliar a cobertura em Várzea Grande, as equipes da atenção primária têm intensificado ações voltadas principalmente a idosos e crianças. O projeto “Saúde na Escola” também atua na verificação das carteiras de vacinação, especialmente em creches. Crianças com vacinas em atraso recebem comunicados enviados aos responsáveis, orientando a atualização nas unidades de saúde.

A mobilização conta ainda com o trabalho contínuo dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), que realizam visitas domiciliares e orientam a população sobre a importância da imunização.

A SMS alerta ainda para o risco de agravamento das síndromes respiratórias, especialmente a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre crianças pequenas e idosos. A combinação de alta circulação viral e queda de temperatura aumenta o risco de contágio e de internações, o que pode sobrecarregar o sistema de saúde.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as vacinas contra a influenza têm papel fundamental na redução de hospitalizações, com eficácia entre 30% e 40% em adultos e podendo chegar a até 75% em crianças.

“As vacinas continuam sendo a forma mais segura e eficaz de evitar surtos e casos graves. As doses estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde, e manter o cartão de vacinação em dia é uma responsabilidade coletiva”, reforçou a secretária. Conforme a SMS, a liberação da vacina contra a influenza para o público em geral ainda depende de autorização do Ministério da Saúde, sem data definida até o momento.

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