domingo, 26 abril 2026
- Publicidade -
23.9 C
Nova Olímpia
- Publicidade -

MORTE DE MÃE E BEBÊ – Em entrevista, secretária nega negligência e diz que gestante deixou UPA sem autorização em Tangará da Serra

A morte de uma gestante e do bebê em Tangará da Serra segue gerando forte repercussão, mas a Secretaria Municipal de Saúde sustenta que não houve negligência no atendimento. Em entrevista ao programa 1ª Hora, da Rádio Serra FM, a secretária Angela Belizário afirmou que a paciente foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) durante a madrugada, medicada e mantida em observação, porém deixou o local por conta própria, sem autorização médica, o que, segundo ela, interrompeu o acompanhamento clínico necessário.

O caso ganhou grande visibilidade após a circulação de um vídeo nas redes sociais, gravado pelo companheiro da gestante, que mostra a mulher saindo da unidade ainda com soro. Nas imagens, ele critica o atendimento e a estrutura da unidade. Após a confirmação das mortes, o conteúdo passou a ser amplamente compartilhado, provocando indignação e levantando questionamentos por parte da população.
De acordo com a secretária, após deixar a UPA, a gestante procurou atendimento em um hospital particular, onde o médico responsável pelo pré-natal teria constatado o óbito do bebê. A gestora afirmou ainda que o acompanhamento da gestação ocorreu, em sua maior parte, na rede privada, com apenas dois registros de atendimento na rede pública municipal.

A Secretaria informou que, dias depois, a família buscou novamente atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), devido a dificuldades financeiras. A paciente foi internada, passou por reavaliação médica e apresentou agravamento do quadro clínico, sendo necessário o encaminhamento para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela permaneceu hospitalizada por 13 dias, mas não resistiu.

Outro ponto destacado pela pasta é que, segundo avaliação médica, o bebê já estava sem vida há mais de 12 horas antes da constatação oficial do óbito. A secretária também mencionou a presença de infecções graves, possivelmente relacionadas ao tempo em que o feto permaneceu no útero, o que pode ter contribuído para o agravamento do estado de saúde da paciente.

Angela Belizário reforçou que “nunca houve negligência” por parte da equipe e atribuiu parte da pressão sobre o sistema à falta de estrutura estadual para atendimento de gestantes de alto risco. Segundo ela, municípios como Tangará da Serra acabam recebendo pacientes de cidades vizinhas sem o suporte necessário, o que sobrecarrega a rede local.

O caso continua repercutindo na cidade e deve ser alvo de apuração por órgãos competentes, que irão analisar as circunstâncias do atendimento, a evolução clínica da paciente e possíveis responsabilidades.

 

Fonte: PLANTÃOTGA (www.plantaotga.com)

- Publicidade -
Machado vertical

Compartilhe

Popular

Veja também
Relacionados

Peixe ‘mascarado’ nunca visto antes é descoberto em rios da Amazônia

Um peixe pequeno, popular em aquários, mas até então desconhecido pela...

Guia de Jogos na TV – Onde assistir seu time do coração

Apaixonados por camisas também são apaixonados por futebol ao...

Signos através dos astros

Semana de fortes influências que se iniciam por momentos...

MT entra na lista dos estados mais acolhedores do Brasil

Mato Grosso entrou no ranking dos estados mais acolhedores...
Feito com muito 💜 por go7.com.br