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MT deixa o top 3 no ranking do desmatamento na Amazônia

Mato Grosso que costumava estampar o quadro de medalhas dentre os três estados mais desmatadores da Amazônia Legal tem vaga ocupada pelo Acre no acumulado de agosto de 2025 e fevereiro deste ano

Mato Grosso passou da segunda para a quarta colocação no ranking do desmatamento detectado na Amazônia Legal no calendário de 2026, que compreende agosto de 2025 a fevereiro deste ano. Nesses sete meses, 181 km² de vegetação foram derrubados no Estado, o que representa uma queda de 51% comparado a agosto de 2024 a fevereiro de 2025, com 368 km² devastados.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon. Conforme o instituto de pesquisa, fevereiro representa o sétimo mês do chamado “calendário de desmatamento” de 2026, que por causa do regime de chuvas no bioma vai de agosto de um ano a julho do seguinte.

No geral, desde o início do calendário atual, o desmatamento acumulado no bioma chegou a 1.264 km², 41% a menos do que no período anterior, com 2.129 km² atingidos. Entre os nove estados que compõem a Amazônia, o Pará foi o que registrou a maior área desmatada entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, com 398 km² (-54%).

O Amazonas e o Acre completam o top “3”, com 200 km² e 190 km² desmatados, respectivamente. Assim como o Pará, esses estados também apresentaram redução na derrubada, ambos de 32%. Assim, conforme o monitoramento, a vaga de Mato Grosso, que em rankings anteriores costumava estampar o quadro de medalhas dos estados mais desmatadores é ocupada pelo Acre.

“O aumento no Acre pode ser explicado pelo fortalecimento dos últimos anos da fronteira agropecuária no oeste da Amazônia, especialmente na região conhecida como AMACRO, que integra áreas do Acre, Amazonas e Rondônia. Esse movimento tem sido marcado pela expansão da pecuária e pela pressão sobre terras públicas ainda florestadas”, disse comenta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon, por meio da assessoria de imprensa.

Ela frisa ainda que “a saída do Mato Grosso do topo do ranking durante esse período não indica perda de relevância do estado no cenário do desmatamento. O que estamos observando é uma ampliação territorial da dinâmica do desmatamento na Amazônia Legal”.

Já levando-se em conta apenas fevereiro deste ano, a Amazônia teve uma redução de 42% no desmatamento, que passou de 119 km² em 2025 para 69 km² em 2026. Uma diferença equivalente a 5 mil campos de futebol no mês, quase 180 por dia. Essa foi a menor área de floresta derrubada em fevereiro em oito anos, desde 2017.

Conforme a série histórica do Imazon, feita desde 2018, as menores destruições registradas no mês foram em 2016 (0 km²), 2014 (11 km²) e 2015 (42 km²). Já as maiores ocorreram em 2023 (325 km²), 2022 (303 km²) e 2018 (214 km²).

Dentre os estados, Mato Grosso liderou o desmatamento no mesmo mês deste ano, respondendo por 32% do total atingido, seguido por Roraima (29%) e o Pará (23%). Contudo, a porção amazônica no território mato-grossense teve uma redução de 48% comparado ao período anterior. Em fevereiro de 2026, 22km² da floresta foram destruídos contra 42km² no mesmo espaço de tempo do ano passado.

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