domingo, 19 abril 2026
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Laudos laboratoriais falsos preocupam saúde pública em Tangará; PJC abre inquérito para apurar o caso

Polícia Judiciária Civil e abre inquérito e investiga possível envolvimento de servidores. Município abre procedimento interno para apuração de responsabilidades

A Polícia Judiciária Civil realizou diligência na terça-feira (03) em um laboratório de análises clínicas de Tangará da Serra após denúncia de possível emissão de laudos falsos.

De acordo com o delegado Ivan Albuquerque, pacientes teriam apresentado quadro clínico incompatível com resultados dos laudos emitidos pelo estabelecimento. “Há indícios de que exames possam ser fictícios ou falsos”, afirmou.

A denúncia também aponta possível omissão de servidores municipais na fiscalização do contrato. Segundo o delegado, todos os citados serão intimados para prestar esclarecimentos. “As investigações vão apurar eventual participação ou conivência”, declarou.

Sério risco: Laudos com resultados incompatíveis com quadros clínicos podem induzir equipes médicas a erros graves, tanto no sistema público de saúde como no particular.

Após a informação de que os responsáveis poderiam deixar o município, a equipe policial foi até o local, que estava fechado. Tentativas de contato por telefone e mensagem não tiveram resposta. Diante disso, foi solicitada autorização judicial para realização de buscas.

O inquérito está em fase inicial e apura possíveis crimes de falsidade material e ideológica, além de eventual responsabilidade administrativa de agentes públicos.

O caso

O caso veio a público após denúncia registrada na segunda-feira (02), que levou à atuação da Polícia Judiciária Civil. Em entrevista coletiva concedida ontem (terça, 03), o prefeito Vander Masson afirmou que o município já havia iniciado, no ano passado, fiscalização sobre dois laboratórios.

Segundo ele, houve registro de boletim de ocorrência e reunião com o Ministério Público, que mantém o caso sob sigilo. Sobre eventual participação de servidor, declarou que a apuração caberá à investigação policial.

A secretária de Saúde, Angela Belizário, informou que uma das empresas teria emitido laudos com equipamentos inoperantes. A gestão instaurou processo administrativo e suspendeu o contrato.

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