terça-feira, 21 abril 2026
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Crédito rural sobe 6% e atinge R$ 316 bilhões na safra 25/26

Cédulas de Produto Rural chegam a 47% do total contratado

Crédito Rural empresarial registrou aumento de 6% na safra 2025/2026 e alcançou R$ 316,57 bilhões contratados entre julho de 2025 e janeiro de 2026. Desse total, R$ 307,11 bilhões já foram liberados aos produtores, alta de 3%, segundo dados do Sicor (Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro – sistema que registra operações), do Banco Central.

O destaque do período foi o avanço das CPR (Cédulas de Produto Rural – título usado no financiamento agrícola), que cresceram 37% e totalizaram R$ 143,22 bilhões. Como a maior parte dessas emissões financia o custeio, a soma entre custeio tradicional e CPR atingiu R$ 241,38 bilhões, crescimento de 10% em relação à safra anterior.

Na direção oposta, o crédito para investimentos recuou 20% e fechou o período em R$ 35,41 bilhões. O PCA (Programa de Construção de Armazéns – financia obras de armazenagem) permaneceu estável, com leve queda de 1%.

Cenário de cautela

O ambiente mais restritivo do semestre refletiu tanto a demanda quanto a oferta de Crédito Rural. Os produtores priorizaram o custeio, essencial para manter a produção. Já as instituições financeiras adotaram postura mais conservadora, influenciadas pela Selic em 15% ao ano e pela expectativa de redução superior a dois pontos percentuais até o fim de 2026.

Lavoura em fase de pleno crescimento.
Alta das CPR contrasta com queda nos contratos. (Foto: Arquivo pessoal)

A comercialização movimentou R$ 20,56 bilhões, queda de 10%. Em sentido contrário, a industrialização somou R$ 19,22 bilhões e cresceu 45%, indicando maior interesse no beneficiamento e na agregação de valor à produção agrícola.

Fontes de recursos

As fontes controladas totalizaram R$ 92,26 bilhões, retração de 7%. Entre elas, destacam-se:

  • Recursos obrigatórios somou R$ 30,89 bilhões, quedas de 6%;
  • LCA controlada (Letra de Crédito do Agronegócio) somou R$ 24,60 bilhões, alta de 4.649%;
  • Poupança rural controlada somou R$ 12,73 bilhões, queda de 8%;
  • Fundos constitucionais somou R$ 11,74 bilhões, com desempenho desigual entre regiões;
  • Fontes não controladas somou R$ 71,63 bilhões, queda de 25%;
  • LCA livre somou R$ 37,41 bilhões, queda de 33%;
  • Poupança rural livre somou R$ 30,35 bilhões, alta de 21%.

Número de contratos

O total de contratos firmados caiu 24%, passando de 445.156 para 337.548 operações. As maiores reduções ocorreram na agricultura empresarial (-38%) e nas CPR (-14%). O Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural – crédito para médios produtores) fechou o período com 133.261 contratos, recuo de 18%.

Lavoura de soja - Ilustrativa giro de pesquisa
Crédito rural prioriza custeio e reduz aporte. (Foto: Mateus Dias-Aprosoja MT)

Os dados mostram um semestre de forte expansão das CPR e retração das linhas tradicionais, especialmente as de investimento. A participação das Cédulas de Produto Rural no total concedido avançou de 34% para 47%, indicando mudança no perfil de financiamento buscado pelos produtores rurais.

Agro de Primeira

O podcast Agro de Primeira desta semana fala sobre uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) nos processos de concessão de créditos rurais. A pedido do Congresso Nacional, os auditores querem saber se as instituições financeiras forçam a venda casada de outros produtos para liberar os empréstimo. A prática é proibida e encarece o valor que chega ao produtor, contrariando o previsto no Manual de Crédito Rural (MCR) do Banco Central.

Você pode acessar o podcast aqui.

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