A colheita das primeiras áreas de soja da safra 2025/26 em Mato Grosso virou uma corrida contra o tempo. Chuvas intensas, custos elevados e preços pressionados colocam os produtores diante de um cenário de risco, em que cada hora de sol pode significar a diferença entre salvar ou perder parte da plantação. Em Campo Novo do Parecis, o excesso de chuva encurta as janelas de trabalho e pressiona quem apostou em cultivares precoces para garantir o plantio da segunda safra.
O que deveria ser um período intenso de retirada do grãos se transforma, dia após dia, em uma luta contra o clima.
É o que vive o agricultor Milton Bazila, que tenta avançar o máximo possível na colheita da soja.
“A chuva está bem intensa, chovendo todo dia praticamente. São poucas horas que a gente consegue colher,” relata.
Segundo ele, o atraso pode comprometer o planejamento.
“Nós precisamos recolher ela o quanto antes da lavoura, e o plantio do algodão tem que vir logo atrás, porque a melhor janela está próxima. Se alongar mais uma semana, chover mais uma semana em cima dessa soja a perda vai ser grande.”
A previsão é de mais chuva para a região de Campo Novo do Parecis durante toda a semana.
Fonte: Canal Rural








