Aline Nantes Brito, de 39 anos, moradora de Aripuanã (MT), foi uma das vencedoras da primeira edição do Prêmio Justiça Eleitoral, concedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em um cerimônia realizada em Brasília (DF), nessa quarta-feira (10). Ela nasceu sem os dois braços e, desde os 16 anos, exerce o direito ao voto, justificando ausência em apenas uma situação.
Ela recebeu o reconhecimento na categoria “Eleitora ou Eleitor Comprometido”, que destaca pessoas que participam ativamente das eleições e mantêm sua situação eleitoral sempre regularizada. O prêmio foi entregue pessoalmente pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia.
Em junho deste ano, ao atualizar seus dados no Cartório Eleitoral da 11ª Zona, ela assinou o formulário usando o pé esquerdo, conforme faz em outros documentos. O procedimento, simples e rotineiro para ela, chamou a atenção pela naturalidade com que lida com sua forma de assinar.
O Prêmio TSE de Qualidade recebeu cerca de 327 inscrições, com participação de todos os Tribunais Regionais Eleitorais do país.
Aline disse estar muito feliz e grata pela oportunidade e afirmou que o voto é uma forma de fazer a diferença no futuro do país.
O prêmio
Esta é a primeira edição do Prêmio Justiça Eleitoral, criado para reconhecer iniciativas e práticas que ajudam a fortalecer a democracia no país. A premiação, instituída pelo Edital nº 2/2025, reúne sete categorias que vão desde inovação, comunicação e acesso à Justiça Eleitoral até ações voltadas à redução de desigualdades e ao trabalho de mesárias e mesários.
Durante a cerimônia, a ministra destacou a importância de reconhecer pessoas e iniciativas que reforçam a participação democrática no país.
Ela afirmou que a premiação busca valorizar quem contribui para que o processo eleitoral seja cada vez mais acessível, confiável e acolhedor, especialmente em um momento em que a Justiça Eleitoral enfrenta desafios relacionados à desinformação e à violência. A ministra também ressaltou que a democracia se sustenta quando cada cidadã e cada cidadão tem condições de exercer seus direitos plenamente.
Ela disputou o reconhecimento com outras duas finalistas: Pietra Silvestri, do Paraná, indicada pelo projeto “Embaixadora da Justiça Eleitoral”, e um eleitor brasileiro residente em Londres, com a iniciativa “Democracia para Todos”.



