sexta-feira, 3 abril 2026
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Mato Grosso desperdiça 44% da água antes de chegar às torneiras, aponta estudo

No quadro que compara as perdas por ligação, Mato Grosso aparece entre os estados avaliados, ao lado de unidades da federação que registram índices ainda piores, especialmente no Norte e Nordeste.

Mato Grosso figura entre os estados brasileiros com perdas significativas de água tratada antes mesmo que ela chegue às torneiras. O levantamento mais recente da GO Associados, em parceria com o Instituto Trata Brasil, mostra que o estado aparece no ranking nacional de desperdício hídrico, medido tanto por perdas na distribuição quanto por perdas por ligação, indicador que calcula o volume de água desperdiçado diariamente em cada ponto de consumo.

Os dados revelam um cenário preocupante: Mato Grosso integra o grupo de estados onde o desperdício está acima do desejável e bem distante dos padrões considerados eficientes. No quadro que compara as perdas por ligação, Mato Grosso aparece entre os estados avaliados, ao lado de unidades da federação que registram índices ainda piores, especialmente no Norte e Nordeste.

Perdas na distribuição de energia por estado em 2023

Comparação do percentual de perdas técnicas e não técnicas na rede de distribuição, com destaque para Mato Grosso.

Embora o Centro-Oeste, como região, apresente desempenho melhor que a média nacional, o estudo destaca que o estado mato-grossense não figura entre os exemplos de eficiência, ficando em posição intermediária, acima dos melhores resultados e abaixo dos piores.

O levantamento também apresenta a lista completa de perdas por ligação, revelando disparidades entre estados e demonstrando que Mato Grosso continua enfrentando desafios estruturais para reduzir vazamentos, fraudes, erros de medição e perdas comerciais.

Perdas por ligação de energia por estado em 2023

Volume médio de perdas na distribuição por ligação/dia, com destaque para Mato Grosso em relação à média do Brasil.

Segundo especialistas responsáveis pelo estudo, reduzir perdas não é apenas uma meta operacional: trata-se de uma estratégia ambiental e econômica urgente. A água desperdiçada exige mais captação, mais tratamento e mais energia, um custo que recai sobre empresas, consumidores e sobre o meio ambiente de forma direta.

Essa realidade é especialmente sensível para estados como Mato Grosso, que enfrentam longos períodos de estiagem, forte pressão sobre mananciais e aumento da demanda hídrica devido ao crescimento urbano e ao agronegócio.

O relatório também reforça que o desperdício de água compromete investimentos e pressiona tarifas, já que operadores deixam de faturar sobre uma parte considerável da água produzida. Ao mesmo tempo, municípios com bons índices de eficiência conseguem ampliar receita e realizar investimentos com maior autonomia.

Apesar de não estar entre os estados em situação crítica, o desempenho de Mato Grosso está longe dos patamares internacionais considerados adequados, e ainda distante das metas definidas pelo próprio governo federal para 2034, que exigem reduções consistentes das perdas distribuídas.

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