Em meio ao avanço acelerado do etanol de milho no Brasil, A revanche dos canaviais: Entenda as vantagens sobre o milho e por que a cana não morreu, segundo gestor ganha relevância diante de um alerta importante.
A fala ocorreu em um cenário no qual o etanol de milho já representa um quarto da produção nacional e deve crescer ainda mais.
A Trígono Capital, que administra mais de R$ 2,5 bilhões e investe em empresas como São Martinho (SMTO3), Jalles (JALL3), 3tentos (TTEN3) e Kepler Weber (KEPL3)
Vinhaça e biometano: os trunfos que sustentam a revanche dos canaviais
Para Roger, A revanche dos canaviais: Entenda as vantagens sobre o milho e por que a cana não morreu, segundo gestor começa pela vinhaça, um subproduto da cana que oferece enorme potencial energético.
Ele destaca que a produção de vinhaça nas usinas de cana é maior do que nos projetos de etanol de milho, o que amplia o volume de biometano disponível.
O gestor afirma:
“Enquanto o biometano custa cerca de R$ 3,60 por litro, o diesel custa em torno de R$ 6 por litro”.
Roger menciona ainda o exemplo da Tupy (TUPY3), que já produz biometano a partir de dejetos suínos e obtém desempenho idêntico ao do diesel, mas com vantagens como menor ruído e maior conforto para o motorista.
Créditos de carbono reforçam o protagonismo da cana
Outro ponto que reforça A revanche dos canaviais: Entenda as vantagens sobre o milho e por que a cana não morreu, segundo gestor está nos créditos de descarbonização (CBios).
Assim que o mercado de carbono estiver completamente regulado no Brasil, as usinas que utilizarem mais biometano poderão comercializar CBios em grande escala.
Roger explica:
“A São Martinho (SMTO3) tem 1,2 milhão de CBios imagine se eles fossem precificados a US$ 50. Isso representaria um ganho adicional acima de US$ 50 milhões”.
Com a Lei do Combustível do Futuro, a Petrobras lançou edital para compra de biometano, e a mistura obrigatória de 1% ao gás natural veicular, a partir de 2026, tende a ampliar o mercado.
Usinas integradas garantem vantagem estratégica frente ao milho
O gestor ressalta que as usinas de etanol de cana integradas que cultivam sua própria matéria-prima têm uma economia significativa.
Enquanto isso, as plantas de etanol de milho precisam comprar o grão, o que reduz parte da competitividade.
Tecnologia agrícola impulsiona A revanche dos canaviais
John Deere e Case já desenvolveram maquinário movido a etanol. Com escala, essa tecnologia pode chegar aos caminhões internos das usinas, criando ciclos energéticos autossuficientes. Esse movimento reforça A revanche dos canaviais: Entenda as vantagens sobre o milho e por que a cana não morreu, segundo gestor, já que gera sustentabilidade e reduz dependências externas.
Etanol de milho cresce, mas não elimina o papel da cana
O etanol de milho já responde por 25% da produção nacional e pode chegar a 40% até 2035, segundo a StoneX. Mesmo assim, Plinio Nastari, consultor da Datagro, lembra que nenhuma nova usina de etanol de cana está em construção no país.
O CEO da FS afirma que o milho oferece até 40% de economia graças à flexibilidade da matéria-prima. Porém, Roger alerta para uma “bomba-relógio armada”: muitos projetos ignoram custos logísticos, volatilidade agrícola e a dependência total do mercado de grãos.


