Talvez nem passe pela sua cabeça, mas a tornozeleira eletrônica tem uma relação inusitada com um dos super-heróis mais famosos e queridos do universo Marvel: o Homem-Aranha. O equipamento utilizado para monitorar presos em regime domiciliar foi inspirado em uma história em quadrinhos do “teioso”, na década de 1970.
Na trama, o vilão Rei do Crime coloca um bracelete em Peter Parker para vigiar seus movimentos. A tática deu o insight que o juiz precisava. Love então encomendou a um engenheiro o desenvolvimento de um sistema que permitisse monitorar presos em condicional.
Anos depois, ele se tornou a primeira pessoa a testar o dispositivo. No Brasil, a tecnologia começou a ser utilizada em 2010. Atualmente, o país monitora mais de 170 mil tornozeleiras, conforme o Fantástico.
Cada equipamento é equipado com GPS, modem e dois cartões de operadoras telefônicas diferentes para garantir que o sinal não se perca. Além de funcionar 24 horas por dia e ser resistente à água, a tornozeleira emite alertas quando há tentativa de violação ou quando o monitorado sai da área permitida.
Qualquer tipo de violação ou tentativa de violação aparece na tela do Cime (Centro Integrado de Monitoração Eletrônica) do Distrito Federal, que aciona as forças de segurança para conter o possível fugitivo.
O caso mais recente e emblemático de violação do equipamento ocorreu na última sexta-feira (21), quando o ex-presidente Jair Bolsonaro usou uma solda para tentar romper a tornozeleira, mas acabou sendo preso pela Polícia Federal.



