À medida que o mundo muda, a sociedade e seus hábitos também se transformam. Se nas décadas passadas o rádio, a televisão e o jornal impresso eram os principais veículos de comunicação, hoje há uma infinidade de novas plataformas. E com isso, esses meios necessitaram acompanhar essas mudanças. E, é por esse motivo, que há 29 anos o Jornal Diário da Serra se mantêm firme, enquanto tantos outros que em forma impressa tentaram, e desistiram. Nascido do sonho do jornalista e radialista, Mano Reski, o jornal surgiu para levar informação de qualidade com total imparcialidade.
Durante sua trajetória, o tabloide já formou, na raça, e no Dia a Dia da Notícia, que é seu slogan, profissionais que se destacam atualmente no Jornalismo local.
“Lembro que cheguei ao Diário para substituir a Fabíola Tormes que estava grávida do seu segundo filho, que hoje tem 10 anos e fui ficando, ficando, saí e voltei. Ali somos uma família que se suporta como suporte mesmo. Agradeço a oportunidade que me abriu novas portas”,
comenta a Jornalista Rosi Oliveira, que está há quase 10 anos no Diário e que, antes, era professora.
Foi escola também para outros colaboradores, que hoje estão em outras profissões, graças a bagagem de lidar com a informação, a escrita e a interpretação.
“Desde criança sempre sonhei trabalhar na área da comunicação e o Diário da Serra me proporcionou isso. Mesmo tendo me encontrado na área da advocacia, foi no jornalismo que vivi experiências únicas, que marcaram profundamente minha vida profissional e pessoal também”,
comenta o advogado Rodrigo Soares Nunes da Costa, que integrou a equipe por oito anos”.
O jornal também reforça seu papel de assegurar que a profissão de jornalista continue sendo repassada às futuras gerações, sendo fonte de estágios para os futuros formadores de opinião.
“O Diário da Serra desempenha um papel fundamental na formação prática e profissional dos estudantes de jornalismo que realizam o estágio no veículo, pois oferece um ambiente real de produção jornalística, no qual o aluno pode vivenciar as rotinas, desafios e responsabilidades da profissão. (…) Essa experiência desenvolve habilidades essenciais, como gestão de tempo, senso de urgência, rigor na checagem de informações e domínio das linguagens jornalísticas. Eu diria que o Diário da Serra funciona como laboratório vivo”,
comenta a professora do curso de jornalismo da Unemat e supervisora do estágio acadêmico, Rosana Alves, onde os alunos aprendem a lidar com dilemas éticos, pressões de prazos e critérios de noticiabilidade.
“Além, claro, de oferecer aos alunos, em fase final de formação, a oportunidade de inserção em uma rede profissional, com jornalistas atuantes e fontes locais. Esse contato contribui para a construção da identidade profissional, fortalece o senso de pertencimento à categoria e pode abrir portas para futuras oportunidades no mercado de trabalho”.
Já a acadêmica de Jornalismo Geisiane Fabíola Pinheiro, disse que embora trabalhe na área da comunicação em TV, o estágio no jornal a ajudou imensamente, despertando outras habilidades.
“Eu saí com uma bagagem imensa, e gostei bastante de sair da minha zona de conforto. Agradeço a ajuda e a oportunidade que me abriu a vontade de escrever”.
Diário da Serra continua sendo companheiro nas mesas de café da manhã dos assinantes
Fundado em 11 de novembro de 1996 e completando 29 anos nesta terça-feira, o Jornal Diário da Serra busca contribuir com a comunidade.
Em dias em que as pessoas querem consumir conteúdo de forma mais rápida e prática possível, o jornal segue chegando de segunda à sexta-feira nos lares tangaraenses.
Muitos de seus assinantes iniciaram a caminhada quando da primeira tiragem. Infelizmente por causa do tempo e da forma de armazenamento, não se pode precisar a data da primeira assinatura acordada, mas estão até os dias atuais se informando pelas páginas do periódico.
“Eu gosto de ver todas as fotos, ver o que aconteceu e está acontecendo. Gosto de ver o que estão pretendendo fazer e olhar todos os dias as novidades da cidade”,
relata o assinante Tarcísio Horn, ao comentar que embora a era digital tenha vindo para ficar, o jornal impresso ainda é necessário, principalmente para quem não possui interação com a modernidade digital.
“Eu não gosto do digital, eu gosto do presencial”.
“As coisas mudam, como a política, a cidade, as pessoas e o modernismo também, mas o jornal está trazendo tudo. Em todo o sentido a gente busca e acha”,
comenta a esposa Célia Joner Horn, ao complementar que o jornal serve para informar, mas também através da leitura ajuda no trabalho cerebral que vai ficando menor com o passar dos anos.
Durante as entrevistas, muitos disseram que ler o Diário é uma das primeiras atividades do dia, e que acompanham a evolução do jornal que nasceu pequeno e com poucas notícias.
“Com o crescimento da cidade e consequentemente, das notícias, o jornal também foi acompanhando essa evolução e estamos com ele até hoje”,
relata o assinante Valdeir Ambrósio do Nascimento, que disse não ser muito adepto a assistir TV.
“Raramente assisto, e mesmo trabalhando o dia todo em frente ao computador, trabalho com papéis e sou da época do papel. E quando saio da frente do computador pelo trabalho, não quero olhar em tela de nada”.
Valdeir destaca ainda que o jornal também serve para informar seus clientes enquanto aguardam os serviços que desempenha.
“Ali tem tudo que eu preciso”.








