O professor de Educação Física de uma escola particular de Primavera do Leste que foi preso suspeito de importunar sexualmente um aluno de 15 anos enviou ao menor no WhatsApp dele uma tabela descrevendo “tipos de pinto”. Os pais do adolescente encontraram as mensagens de Roberto Feijó e denunciaram o educador à Polícia Civil.
O material, encaminhado trazia desenhos e textos classificando cinco tipos de órgãos genitais masculinos. A lista citava, entre outros, o “anão bravo”, o “torre de Pisa”, o “martelo de Thor”, o “bambu” e o “miojo cru” com descrições de cunho sexual sobre formato e tamanho.
O primeiro da lista era o“anão bravo”, que segundo o texto, é grosso, mas não tem muito comprimento “quando entra, já preenche tudo”. Em seguida vinha o “torre de Pisa”, que “tem altura, mas inclina para a esquerda”, o que, de acordo com a descrição, “é um charme torto”.
Depois, a tabela apresentava o “martelo de Thor”, caracterizado por ter “uma cabeça gigante e corpo fino”, indicando que “o peso todo está na ponta”. O penúltimo era o “bambu”, descrito como “comprido, mas com grossura que não acompanha o tamanho”.
Por fim, aparecia o “miojo cru”, que, segundo o texto, “entra duro”, mas a descrição foi cortada e não é possível saber o restante do conteúdo. Os pais procuraram a Delegacia da Mulher da cidade e entregaram o celular à polícia. “Peguei o celular do menor, fiz os prints das conversas e, com autorização dos pais, encaminhei o aparelho para extração de dados”, contou a delegada Lícia Juliane, responsável pela investigação.
O professor foi demitido da escola e teve a prisão preventiva decretada. O mandado foi cumprido em Uberlândia (MG), onde ele acompanhava a equipe de vôlei da escola em um campeonato nacional.
“Decidimos que o melhor momento seria quando ele retornasse, pois após a prisão o prazo para conclusão do inquérito é de 10 dias”, explicou a delegada. Mesmo assim, a prisão acabou sendo feita ainda em Minas Gerais, por policiais locais. Segundo Lícia Juliane, o caso foi conduzido com sigilo por envolver um profissional conhecido na cidade, que atuava há 13 anos na instituição. A delegada aproveitou para fazer um alerta aos pais sobre o uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes.
“Hoje, toda criança de cinco anos tem um celular. É preciso ficar atento ao que elas estão vendo e com quem estão conversando. Os filhos dão indícios quando algo errado está acontecendo”, disse. “A culpa nunca é da criança nem do jovem, mas do adulto que se aproveita da vulnerabilidade deles”.


