O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o atestado digital VMG (Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos), ferramenta baseada em inteligência artificial e tecnologias geoespaciais.
Segundo o MAPA, esse atestado é obtido a partir de validações digitais realizadas em poucos cliques, o que garante maior agilidade e segurança ao processo de concessão de créditos. A emissão é feita pelos auditores fiscais federais agropecuários.
A tecnologia verifica a aplicação de recursos disponíveis aos produtores rurais através das linhas de financiamentos, que têm como requisito a apresentação de um projeto técnico.
A medida foi oficializada pela Instrução Normativa Conjunta SPA/SDI/SE nº 01 de agosto de 2025, que estabelece que produtores de grãos poderão acessar linhas de crédito oferecidas por políticas agrícolas coordenadas pelo Mapa, por meio do atestado digital emitido por empresas credenciadas.
A decisão da implementação veio da busca por melhoria no monitoramento da aplicação dos recursos disponibilizados aos produtores através das linhas de crédito do Plano Safra.
Segundo o Mapa, a iniciativa reforça o Brasil como referência internacional na sustentabilidade na produção de alimentos, além de modernização e transparência das políticas públicas agrícolas.
“O Mapa tem atuado para melhorar fluxos, trazendo inovação que agiliza os processos e garante mais transparência na gestão pública agrícola. Isso reduz custos para os produtores e melhora a sua competitividade”, afirmou o ministro Carlos Fávaro.
O atestado VMG também reduz custos e simplifica processos. Com a transparência assegurada pela tecnologia, o produtor pode atender às demandas crescentes do mercado quanto à origem sustentável dos alimentos, aumentando a competitividade dos grãos brasileiros.
Além do mais, o atestado oferece assessoramento digital durante toda a safra por meio da inteligência artificial, que fornecerá análises personalizadas sobre o plantio, relatórios climáticos e recomendações técnicas.
Para os produtores que utilizarem a tecnologia VMG, um caderno de campo digital será emitido ao final do ciclo produtivo. O documento vai divulgar e fortalecer o histórico da área monitorada.
De acordo com o Mapa, o caderno de campo poderá ser utilizado como diferencial de mercado, trazendo maior valor agregado à comercialização dos grãos.
A partir da ferramenta, o Ministério terá acesso a dados anônimos, que serão usados para melhorar o planejamento e a alocação de recursos.
Os dados também vão ajudar no apoio a produtores sustentáveis e possibilitar respostas rápidas em meio a crises, como as enchentes no Rio Grande do Sul.
Com a Infraestrutura VMG, o Brasil moderniza suas políticas públicas e demonstra ao mundo que a transformação digital no agro já é uma realidade. Uma inovação capaz de unir eficiência produtiva, transparência e sustentabilidade, pilares centrais da COP 30.








