Quando trocar o fluido do câmbio automático? Veja o prazo de 18 marcas

0
1503
 Câmbio automático é do tipo CVT Foto/Divulgação

Uma das dúvidas mais comuns: Preciso trocar o fluido do câmbio automático? Depende do plano de manutenção de cada montadora – em alguns casos ele dura toda a vida útil do câmbio automático. Em muitos casos, a substituição não é necessária ou é feita em altas quilometragens; o importante é seguir o que manda o manual do proprietário.

Confira abaixo quando trocar o fluido do câmbio automático do seu carro. Importante frisar que essas informações também estão no manual do proprietário do seu modelo e, em caso de divergência, deve prevalecer a determinação da montadora

Fiat e Jeep

  • AT6 Aisin (Argo, Cronos, Toro, Renegade e Compass com motores 1.8 ou 2.0): livre de manutenção
  • AT9 (todos diesel: Toro, Renegade e Compass): livre de manutenção

Ford

  • Ka: não há necessidade de troca do fluido da transmissão automática, salvo algum reparo pontual.
  • Ranger: verificação do nível de fluido da transmissão a cada 40.000 km. Troca ocorrerá apenas se houver uso mais severo com contaminação do óleo (off-road extremo, buracos, etc.).
  • Mustang: verificação do nível de fluido da transmissão a cada 10.000 km ou 12 meses. Troca de fluido e filtro da transmissão a cada 230.000 km ou 15 anos; veículos de alta performance pedem verificações mais constantes.
  • Edge ST: verificação do nível de fluido da transmissão a cada 10.000 km ou 12 meses. Troca de fluido da transmissão a cada 120.000 km; veículos de alta performance pedem verificações mais constantes.
  • EcoSport 1.5: verificação do nível de fluido a cada 50.000 km, no caso de uso mais severo do produto (buracos, enchentes, etc.). Troca a cada 240 mil km.
  • EcoSport 2.0: Troca a cada 240 mil km.

Honda

  • Conforme orientações de nossos manuais de proprietário, para as transmissões CVT, recomenda-se a substituição do fluido a cada 40.000 km ou 36 meses. No caso da transmissão automática convencional, presente no Accord do nosso line-up atual, a troca do fluido deve ocorrer a cada 80.000 km.

Hyundai

  • As transmissões automáticas de todos os modelos HMB (HB20, Creta e HB20 nova geração) são livres de manutenção, sem necessidade de inspeção periódica. Caso o veículo seja utilizado em condições severas, recomenda-se a substituição do fluido da transmissão automática a cada 100.000 km. As condições de uso consideradas severas estão detalhadas no manual do proprietário.

Mercedes-Benz

  • Mercedes GLA/B de sete marchas: 100 mil km ou cinco anos.
  • Mercedes Classe A/CLA de sete marchas: 125 mil km.
  • Mercedes C/E/GLC/GLE/S/GLS de nove marchas: 125 mil km.
  • Mercedes C / E/ M/GLE /SL/ SLC de sete marchas: 50 mil km ou três anos.
  • Mercedes Smart Fortwo de cinco marchas: sem limite.

Mitsubishi

  • ASX Flex 2.0 F1CJC ‐ 2WD CVT 40.000 km.
  • Outlander Sport 2.0 CVT 40.000 km.
  • Eclipse Cross 1.5 CVT 70.000 km
  • Outlander 2.0 F1CJC ‐ 2WD CVT 40.000 km
  • Outlander 3.0 W6AJA ‐ 4WD 6 A/T Se necessário durante inspeção nas revisões.
  • Outlander 2.2 W6AJA ‐ 4WD 6 A/T Se necessário durante inspeção nas revisões.
  • Pajero Sport 2.5 V8AWG ‐ 4WD 8 A/T 80.000 km.
  • L200 Triton Sport 2.5 V6AWH ‐ 4WD 6 A/T 80.000 km.
  • L200 Triton Sport MY21 2.5 V6AWH ‐ 4WD 6 A/T 100.000 km.
  • Pajero Full 3.2 V5A5A ‐ 4WD 5 A/T 80.000 km.

Nissan

  • Câmbio automático CVT: inspeções aos 100 mil km.
  • Em outros tipos de câmbio, substituir a cada 40 mil km ou 24 meses.

Peugeot e Citroën

  • Para nossos veículos, o óleo do câmbio automático é vitalício, devendo o mesmo ser substituído somente em decorrência de alguma intervenção que requeira a sua substituição.

Renault

  • Não há necessidade de troca do fluido da caixa de transmissão automática de automóveis da Renault.

Toyota

  • Hilux e SW4: substituição do fluido da transmissão automática a cada 80.000 km ou 48 meses.
  • RAV4:  inspeção a cada 40.000 km ou 24 meses e substituição a cada 80.000 km ou 48 meses.
  • Camry:  inspeção a cada 40.000 km ou 24 meses e substituição a cada 80.000 km ou 48 meses.
  • Prius:  substituição a cada 80.000 km ou 48 meses.
  • Corolla: substituição a cada 80.000 km ou 48 meses.

Volkswagen

  • Câmbios automáticos com conversor de torque (Tipo AQ): fluido é life time, não requer troca ao longo da vida útil do câmbio.
  • Câmbios automáticos de dupla embreagem (Tipo DQ): a recomendação é a troca do óleo a cada 60.000 km.

Volvo

  • Há recomendação no manual de manutenção dos veículos para realizar a troca a cada 60.000 km ou 36 meses, o que ocorrer primeiro.

Trocar ou não trocar? Eis a resposta

Com o tempo, todos os tipos de fluido, até mesmo os sintéticos mais avançados, perdem propriedades por oxidação, contaminação e uso severo. A troca é uma forma de garantir a vida útil da transmissão, evitar trancos, ruídos, superaquecimento e, claro, um dos reparos mais caros de todo o carro. “Já vi casos de câmbio queimado que custaram R$ 40 mil para consertar. Isso poderia ter sido evitado com uma troca de fluido de R$ 800”, relata Cesário.

A dica final dos especialistas é simples: siga o manual, mas use o bom senso. Antecipe a manutenção se o carro for muito exigido, rode em cidade grande ou estiver com mais de cinco anos sem revisão na transmissão. E nunca aceite a ideia de que qualquer fluido ATF serve. “Cada câmbio tem sua especificação. Usar o óleo errado é como colocar gasolina num carro a diesel: pode parecer que vai funcionar, mas o estrago vem logo depois”, finaliza Rabelo.

Mas e o tal “óleo vitalício”?

Muito se fala e se confia no “óleo que não precisa ser trocado”. Mas essa história tem nuances. “O termo ‘vitalício’ não significa que o fluido durará para sempre, e sim que atende à expectativa de vida útil do projeto do veículo”, esclarece Rabelo. Essa expectativa, segundo ele, costuma girar em torno de oito a dez anos ou entre 100 mil e 150 mil quilômetros.

A questão, então, é: o motorista quer que o câmbio dure só isso? Ou pretende ficar com o carro por mais tempo? “Se o objetivo for manter o carro por vários anos ou revender com bom valor, trocar o fluido preventivamente é muito mais barato do que encarar uma troca de câmbio“, conclui Cesário.