Professores e gestores de escolas públicas terão de decidir, entre 25 de agosto e 5 de setembro, quais livros do novo ensino médio chegarão às salas de aula a partir de 2026. O processo foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em um webinário realizado nessa sexta-feira (15).
Essa é a primeira edição do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) após a criação da Política Nacional de Ensino Médio, que reestruturou a etapa. O programa distribui livros didáticos de graça em todo o país e funciona em ciclos de quatro anos, garantindo material de qualidade para todos os estudantes.
Entenda a mudança no ensino médio
No novo formato, o ensino médio passa a ser dividido em dois blocos. O primeiro é a formação geral básica, que reúne as disciplinas obrigatórias, com carga de até 1,8 mil horas ao longo dos três anos. O segundo são os itinerários formativos, escolhidos pelos próprios estudantes de acordo com seus interesses, com carga mínima de 1,2 mil horas.
As mudanças seguem as regras da Resolução CNE/CEB nº 2, de 13 de novembro de 2024, que instituiu as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o novo Ensino Médio.
Como serão os livros
No PNLD, os materiais também estarão separados em duas categorias:
- Categoria 1: livros das disciplinas obrigatórias, como português, matemática, história, geografia, biologia, química, física, filosofia, sociologia, arte, educação física, inglês, espanhol e educação digital.
- Categoria 2: projetos integradores ligados ao mundo do trabalho, que podem ser usados tanto na formação geral básica quanto nos itinerários formativos.
Apoio às escolas
As coleções aprovadas já estão disponíveis no Guia Digital do PNLD, que pode ser acessado pelas escolas. Cabe agora a professores e gestores analisar as opções e registrar suas escolhas dentro do prazo estabelecido. A previsão é que, em 2026, os livros estejam em todas as escolas contempladas, assegurando que alunos e professores iniciem o ano letivo já com o novo material em mãos.

