sexta-feira, 24 abril 2026
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Primeira-dama defende prisão perpétua e pena de morte para feminicidas

Após caso de feminicídio em Poxoréu, Virginia Mendes se manifestou nas redes sociais cobrando penas mais duras para crimes contra mulheres

A morte de Ednamara da Silva Pereira, de 28 anos, vítima de feminicídio em , a 259 km de Cuiabá, no último domingo (20), levou a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, a se manifestar publicamente, defendendo prisão perpétua e pena de morte para feminicidas.

A vítima foi atingida por uma facada, e o principal suspeito do crime é o companheiro, Warley Souza de Araújo, de 34 anos. Preso, ele alegou que atingiu Ednamara durante uma “brincadeira”.

Ela chegou a ser socorrida com vida e encaminhada ao Hospital São João Batista, mas não resistiu aos ferimentos. Ela deixa três filhos pequenos.

Em abril deste ano, . Na ocasião, ela se afastou temporariamente de Warley, mas acabou reatando o relacionamento.

violência doméstica Ednamara denunciou o suspeito por agressão em abril deste ano. (Foto: reprodução)
Ednamara denunciou o suspeito por agressão em abril deste ano. (Foto: reprodução)

Em uma nota publicada no Instagram, a primeira-dama lamentou a morte da vítima e criticou “a impunidade” de “leis que falham em proteger quem mais precisa”.

“Minha alma está em luto. Minha voz está em revolta. Isso é feminicídio — e precisa ser tratado com a urgência e a severidade que merece. […] Defendo, sim, leis mais rígidas. Prisão perpétua. Pena de morte. O medo precisa mudar de lado”, escreveu Virginia no Instagram.

post virginia feminicidio
Publicação da primeira-dama sobre feminicídio em Poxoréu.

Ela também disse estar comprometida com políticas públicas voltadas à proteção da mulher e concluiu: “Pela memória de Ednamara e de tantas outras que se foram… e por todas as que ainda podemos salvar”.

Durante audiência de custódia realizada nessa segunda-feira (21), a Justiça converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva de Warley. A decisão foi assinada pelo juiz Darwin de Souza Pontes, da comarca de Poxoréu.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

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