O STF decidiu restaurar o aumento do IOF, aquele imposto sobre operações financeiras do dia a dia: cartão de crédito internacional, compra de moeda estrangeira, empréstimos, seguros e envio de dinheiro ao exterior.
A mudança volta a valer com efeito retroativo, ou seja, inclusive para operações feitas desde o fim de junho. Muita gente nem sabia que o imposto estava de volta, mas o bolso já sentiu.
Afinal, o que é IOF?
IOF é o Imposto sobre Operações Financeiras.
Sempre que você movimenta dinheiro nessas situações, ele aparece:
· Compras em cartão internacional;
· Financiamentos e empréstimos;
· Compra de dólar ou euro;
· Contratação de Seguros;
· Envio de dinheiro para o exterior;
É um imposto que o governo usa para arrecadar e, também, para tentar controlar o fluxo de dinheiro do país.
O que mudou agora?
A alíquota foi reajustada para cima. Veja os principais pontos:
· Cartão de crédito internacional: de 3,38% para 3,5%
· Câmbio e envio de dinheiro ao exterior: 3,5%
· Empréstimos e financiamentos para empresas: 0,38%
· Seguros de vida com aportes acima de R$ 300 mil/mês: 5%
· Fundos de crédito (FIDCs): 0,38%
Esses valores passam a valer imediatamente e com efeito retroativo.
E no seu bolso, o que muda?
Se você viaja, consome, empreende ou envia dinheiro pra fora, o impacto é real.
· Vai gastar mais na próxima fatura internacional
· Vai pagar mais em empréstimos
· Vai perder rendimento em investimentos
· Vai precisar recalcular custos, se tem empresa
Num momento em que os juros ainda estão altos e o custo de vida pressionado, qualquer aumento de imposto dói.
O que dá pra fazer agora?
· Evite parcelamentos longos ou dívidas desnecessárias
· Planeje melhor viagens ou compras internacionais
· Avalie outras formas de pagamento com menor IOF
· Empresários: revejam operações financeiras e consultem um especialista
· Busque informação confiável. O que você não sabe pode te custar caro.
Mais uma vez, uma decisão que afeta a vida de milhões foi tomada sem debate público. E a conta, claro, caiu no colo de quem menos pode se defender.
A discussão é técnica, mas o impacto é prático: mais custo, mais dificuldade e menos transparência. É esse o país que queremos?
Por isso, seja curioso, questione e se proteja. Entender o cenário é a melhor forma de não ser engolido por ele.


