domingo, 19 abril 2026
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HEPATITE B – MT tem 1 cidade com selo de eliminação da transmissão vertical

Tangará da Serra (239 km a Noroeste de Cuiabá) está entre os 18 municípios distribuídos por 10 estados brasileiros que alcançaram, desde 2024, “Selos de Eliminação da Transmissão Vertical da Hepatite B”, do Ministério da Saúde (MS). Única cidade do Estado na lista, Tangará conquistou a certificação “bronze” de boas práticas.

Os demais municípios ficam no Ceará (1); Minas Gerais (2); Pernambuco (1); Paraná (3); Roraima (1); Rio Grande do Sul (1); Santa Catarina (4); e São Paulo (4). Além da hepatite B, a certificação da eliminação da transmissão vertical atualmente inclui HIV, sífilis e doença de Chagas, numa estratégia brasileira realizada desde 2017, inicialmente somente com HIV.

A iniciativa reforça os compromissos firmados no “Pacto nacional para eliminação da transmissão vertical” dessas doenças como problemas de saúde pública. O documento aponta diretrizes, compromissos e metas pactuadas entre as três esferas de saúde para a vigilância, a prevenção, o diagnóstico, o tratamento, o cuidado integral e a investigação da transmissão vertical no país.

Em Mato Grosso, balanço da Secretaria de Estado de Saúde (Ses) aponta o registro de 118 casos de hepatite A, 2.801 de hepatite B e 1.142 de hepatite C notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do MS, de 2019 a 12 de junho de 2025. No período, ocorreram ainda três óbitos por hepatite A, 36 por hepatite B e 146 por hepatite C.

No país, novos dados apontam expressiva redução da mortalidade causada pela doença nos últimos dez anos, conforme o MS. Contudo, os dados apontam ainda a necessidade de ampliar a testagem e a adesão ao tratamento, principalmente nos casos de hepatite B.

Conforme o levantamento, entre 2014 e 2024, o Brasil reduziu em 50% os óbitos por hepatite B – que registrou coeficiente de mortalidade de 0,1 óbito por 100 mil habitantes. Em relação a hepatite C, a queda foi de 60% no período, com coeficiente de 0,4 óbito por 100 mil habitantes. O avanço aproxima o país da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê uma redução de 65% nas mortes por hepatites B e C até 2030.

Entre crianças menores de 10 anos, a redução nos casos de hepatite A foi de 99,9% no período. Houve também redução da transmissão vertical de hepatite B: 55% de queda na detecção em gestantes e 38% de queda nos casos em menores de cinco anos. Em 2024, o Brasil registrou 11.166 casos de hepatite B e 19.343 casos de hepatite C.

As três formas de hepatites virais mais comuns, no entanto, podem ser evitadas com ações preventivas que envolvem vacinação e cuidados com a higiene. É com esse objetivo que é realizada a campanha “Julho Amarelo”, que busca alertar sobre os graves danos que essas infecções podem causar à saúde da população.

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