sexta-feira, 24 abril 2026
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Mais de 150 mil licenças médicas são concedidas a servidores de MT em 4 anos

Segundo o Sintep-MT, sindicato que representa a categoria, os dados escancaram os efeitos do ambiente de trabalho na saúde física e mental dos profissionais.

Um levantamento inédito revela que os profissionais da educação são os que mais se afastam por questões de saúde no funcionalismo público de Mato Grosso. O estudo, baseado em dados da Gerência de Informação e Saúde do Servidor, aponta que, entre julho de 2018 e julho de 2024, foram registradas mais de 152 mil licenças médicas no Estado, sendo 30 mil envolvendo servidores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Só nos seis primeiros meses de 2024, foram concedidas mais de 6 mil licenças médicas em todo o serviço público estadual. Destas, 2.887 foram para servidores da educação, representando 46,77% de todos os afastamentos nesse período.

Afastamentos por ano

A participação da Seduc no total de licenças médicas vem se mantendo alta ao longo dos últimos anos. Veja a evolução:

Ano Servidores da Seduc licenciados % do total de afastamentos
2019 3.916 45,84%
2020 3.048 29,28%
2021 4.549 37,43%
2022 3.475 42,15%
2023 4.935 52,63%
2024* 2.887 (até junho) 46,77%

Durante os anos mais críticos da pandemia, entre 2020 e 2021, os números registraram queda momentânea, mas voltaram a subir em 2023. Mesmo com o fim da emergência sanitária da Covid-19, os servidores da educação seguem liderando as estatísticas de afastamentos.

Impacto das condições de trabalho

Segundo o Sintep-MT, sindicato que representa a categoria, os dados escancaram os efeitos do ambiente de trabalho na saúde física e mental dos profissionais. A rotina exaustiva, associada à sobrecarga e à falta de estrutura adequada nas unidades escolares, são apontadas como fatores que contribuem para o alto índice de licenças.

Outros órgãos também preocupam

Depois da Seduc, os órgãos com maior número de afastamentos variam de ano para ano. No entanto, a Polícia Militar e a Secretaria Estadual de Saúde (SES) aparecem com frequência entre os primeiros colocados na lista de servidores licenciados.

O estudo considera informações detalhadas sobre o vínculo do servidor, tempo de serviço, órgão de lotação e os motivos dos afastamentos, classificados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

Os dados reforçam a necessidade de ações voltadas à saúde mental e à valorização dos servidores públicos, especialmente no setor educacional, que concentra quase metade de todos os afastamentos registrados no Estado.

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