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MT ocupa o 15º lugar no ranking de agressões contra médicos

Em 2024, foram confeccionados 88 boletins de ocorrências (BOs) em que médicos que atuam no Estado denunciaram casos como ameaças, injúrias e lesão corporal, dentro de unidades de saúde e hospitais públicos ou privados

Em 2024, Mato Grosso ocupou o 15º lugar no ranking nacional de violência praticada contra médicos dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros, laboratórios e outros espaços semelhantes, públicos ou privados. Só no Estado, foram confeccionados 88 boletins de ocorrências (BOs) referentes a casos, como ameaças, injúrias ou desacato, lesão corporal, difamação, furto, entre outros crimes.

Os dados, do Conselho Federal Medicinal (CFM), foram coletados junto às Polícias Civis das 27 unidades da Federação por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), com base no número de BOs registrados pelos profissionais da saúde. No país, foram 4.562 ocorrências policiais registradas no ano passado, o que significa dizer que, a cada duas horas, um médico passou por uma situação de violência.

Segundo o CFM, o número representa a maior quantidade da série histórica da pesquisa, ou seja, desde 2013. Desde, então o CFM contabilizou quase 40 mil boletins de ocorrência em que médicos denunciaram algum tipo de abuso sofrido em ambientes de saúde. No Estado, são mais de 815 no mesmo período.

O levantamento mostra ainda que os homens continuam sendo mais ameaçados, porém o número de médicas que sofreu algum tipo de delito no ano passado quase alcançou o de médicos: 1.757 contra 1.819, em nível nacional.

Já de cada 10 registros médicos de casos de violência no país no ano passado, dois foram em São Paulo, que tem o maior número de registros médicos do Brasil (26% do total). Por lá, foram 832 boletins de ocorrência. O Paraná ocupa o segundo lugar, com 767 casos e, em terceiro, está Minas Gerais, com 460 boletins.

Dentre os estados que fazem parte do Centro-Oeste, Mato Grosso só perde para o vizinho Mato Grosso do Sul, com 134 casos registrados nas delegacias no ano passado. No Distrito Federal, foram 86 denúncias e, em Goiás, 70 boletins de ocorrências confeccionados.

“O CFM apoia a aprovação de Projetos de Lei (PLs) no Congresso Nacional que agravam a pena para quem agredir médicos que estejam trabalhando, como o PL nº 6.749/16, aprovado na Câmara Federal. A autarquia também tem articulado com governadores e integrantes da Polícia Civil nas unidades da Federação a criação de delegacias especializadas em crimes contra a saúde para ajudar no combate à violência contra médicos”, pontuou José Hiran Gallo, presidente do CFM, por meio da assessoria.

Para ele, os casos exigem a atenção dos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e da área de segurança pública, em todas as instâncias (municipal, estadual e federal), consequentemente, a urgente a adoção de medidas efetivas para prevenir e combater a violência em todas as suas formas de manifestação, sob pena de responsabilização de negligência com relação a situações desse tipo.

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