Não é de hoje que o brasileiro tem uma relação forte com a cerveja. Ela está nas festas, nas reuniões de amigos e nos almoços de domingo. Mas poucos sabem quais foram as primeiras marcas que deram início à tradição cervejeira no país.
Bohemia: a primeira cerveja brasileira nasceu em 1853
A primeira cervejaria do Brasil foi aberta em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Seu fundador foi o alemão Henrique Leiden, e mais tarde, a fábrica passou para o comando de seu herdeiro, Henrique Kremer.
No início, a produção seguia os padrões tradicionais da escola cervejeira alemã, com bebidas mais encorpadas e amargas.
Com o tempo, a Bohemia foi se adaptando ao paladar brasileiro. Tornou-se mais leve e menos amarga, acompanhando as mudanças do mercado e a entrada de novas concorrentes.
Apesar do encerramento da produção no local original, a história da cervejaria não foi esquecida. O espaço foi transformado em um museu interativo, aberto ao público, com um tour cervejeiro que apresenta o processo de produção e oferece degustações especiais.
Hoje, a marca Bohemia pertence ao grupo Ambev, mesma empresa que também controla outras marcas tradicionais.
Antarctica e Brahma: a disputa pelo segundo lugar
Depois da Bohemia, outras marcas também ganharam destaque no país. Antarctica e Brahma disputam o posto de segunda cerveja mais antiga do Brasil.
A Brahma também começou em 1888, com o nome Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia. Ela foi fundada no Rio de Janeiro por Joseph Villiger, um empresário suíço. Mais tarde, a fábrica passou a se chamar Companhia Cervejaria Brahma.
As duas marcas foram concorrentes por muitos anos, até que, em 1999, Brahma e Antarctica se fundiram, criando a Ambev. A nova empresa cresceu rapidamente, tornando-se uma das maiores do setor no mundo.
Ambev: o império cervejeiro brasileiro
Com a fusão, a Ambev passou a comandar uma grande fatia do mercado. Hoje, ela opera mais de 30 cervejarias e fábricas de refrigerantes.
Também possui maltarias e outras unidades ligadas à produção de bebidas. No total, são mais de 50 rótulos no portfólio da empresa, que também atua fora do Brasil, com presença em mais de 15 países.
Outras marcas que marcaram época
Além das três grandes, outras cervejas também fizeram história no Brasil. Algumas ainda existem, mas com menos destaque. Outras desapareceram do mercado.
Um exemplo é a Bavária. Embora ainda seja encontrada em algumas cidades, não tem mais o prestígio de décadas atrás. Nos anos 90, era patrocinada por artistas famosos, como os cantores do grupo Amigos.
A Kaiser também já foi muito popular, especialmente nos anos 90. Hoje, ainda é vendida, mas perdeu espaço. Já a Schincariol passou por diversas transformações. Mudou de nome, de embalagem e até de fórmula. Atualmente é conhecida como Schin e pertence a outro grupo.
Essas três marcas — Bavária, Kaiser e Schin — hoje são controladas pela gigante Heineken, uma concorrente direta da Ambev. A empresa também é dona de rótulos como Eisenbahn, Baden Baden, Devassa e Amstel.
Cervejas que sumiram do mercado
Enquanto algumas marcas continuam vivas ou se reinventaram, outras deixaram de existir. A Malt 90 e a Pérola são exemplos de cervejas que desapareceram completamente das prateleiras brasileiras. Também sumiram as versões Bock da Kaiser e da Antarctica, que eram mais escuras e encorpadas.
Encerramento com sabor de tradição
A história da cerveja no Brasil começou em 1853, com a Bohemia. Desde então, marcas surgiram, mudaram, cresceram ou sumiram. A Brahma e a Antarctica se fundiram e formaram a Ambev, que domina o setor. Outras, como Bavária, Kaiser e Schin, foram para as mãos da Heineken.
Mesmo com todas essas transformações, uma coisa continua igual: a presença da cerveja no dia a dia do brasileiro. Seja qual for a marca, ela segue como uma das bebidas preferidas do país. E assim termina este passeio pela memória do nosso mercado cervejeiro. Aprecie com moderação.
Com informações de Montar Negócio.



