quarta-feira, 10 junho 2026
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Após um ano, MT tem baixa cobertura vacinal contra dengue

Desde abril de 2024, o Estado recebeu cerca de 61 mil doses do imunizante contra a dengue, mas até o momento 45 mil, entre primeira e segunda doses, foram aplicadas no público-alvo composto por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos

Passado um ano desde o início da campanha de imunização contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a adesão à vacina Qdenga segue abaixo do esperado em Mato Grosso. Desde abril de 2024, o Estado recebeu cerca de 61 mil doses do Ministério da Saúde (MS) para distribuir a 35 municípios prioritários. No entanto, até o momento, 45 mil doses foram aplicadas no público-alvo composto por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

 

Do total, 33 mil referentes a primeira dose e, apenas 12 mil, da segunda administração. A informação foi dada por representantes da Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT) durante audiência pública, na Assembleia Legislativa (AL-MT), realizada para debater a epidemia de arboviroses, como dengue, chikungunya e zika.

 

Conforme o superintendente de Vigilância em Saúde em substituição, Marcos Roberto Dias, a imunização contra a dengue é vista como uma das ferramentas para garantir uma melhora no quadro de arboviroses em um momento futuro. Contudo, a baixa adesão é um desafio, especialmente, diante do alto índice de casos e de óbitos decorrentes da doença no Estado.

 

“Atualmente o nosso Estado está numa situação epidêmica, ainda que com o número de casos estabilizados nos municípios maiores, mas podem surgir novos picos, levantando esse número de casos para uma situação ainda considerada grave a curto e médio prazo”, informou.

 

A pouca procura pela vacina pode ser explicada por vários fatores, entre eles, a onda de desinformação em relação aos imunizantes. Contudo, as autoridades públicas destacam que a vacina é segura, com estudos clínicos e monitoramento contínuo pelo Ministério da Saúde (MS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

A iniciativa de realizar a audiência partiu do deputado Lúdio Cabral (PT) diante do cenário com surtos registrados em diversos municípios mato-grossenses. Os números da Ses-MT de casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti mostram que, neste ano, já aconteceram 13 mortes confirmadas por dengue e 10 em investigadas.

 

Ao todo, a doença já infectou 25.701 pessoas no território mato-grossense. Já a chikungunya tem 34.196 casos prováveis 47 mortes comprovadas e 23 em investigação até o momento. Nos primeiros três meses deste ano, a chikungunya já ultrapassou os casos que ocorreram em 2024. No ano passado, nos 12 meses, foram registrados 21.146 casos da enfermidade, que agora em abril deste ano, o imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa farmacêutica Valneva, teve seu registro aprovado pela Anvisa.

 

Para enfrentar o desafio, a Ses-MT pontuou as diversas ações e estratégias executadas pela gestão estadual para o combate às doenças, como a aprovação dos planos municipais, regionais e estadual de enfrentamento às arboviroses, criação do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública por Arboviroses e Vírus Respiratórios (COE-ArboVR) e disponibilização de testes rápidos aos municípios. A Secretaria também acionou a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para vir ao Estado e dar suporte.

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