segunda-feira, 15 junho 2026
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Mais de 100 municípios de MT estão em risco ou em alerta para infestação do Aedes aegypti

No Estado, Cuiabá é um dos municípios com a classificação de risco e um dos bairros que preocupam é o Bairro Pedra 90, com mais de cinco mil imóveis com possíveis focos de proliferação do mosquito

Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa/LIA), disponibilizado pelo painel de arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT), mostra que 73 municípios de Mato Grosso estão em situação de alerta de infestação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Outras 35 cidades têm índices considerados de risco. Os resultados do LIRAa auxiliam a entender o cenário de transmissão das arboviroses no Estado.

Encabeçam a lista com a classificação de risco os municípios de União do Sul, com índice infestação predial (IIP) de 9,7% e Santo Antônio de Leverger, com IIP de 9,6%. Há ainda Sinop (9,2%), Cáceres (6,4 %), Várzea Grande (5,3%) e Cuiabá (8,6%). Já 30 municípios apresentam a classificação elencada como satisfatória e quatro estão sem dados de monitoramento. Até ontem (28), o Estado registrava 20.964 casos confirmados de chikungunya, com 36 óbitos confirmados e 15 em investigação. Já quanto à dengue, são 12.877 casos, 10 mortes confirmadas e oito em análise.

Na Capital, o Bairro Pedra 90 é um dos que preocupam a Prefeitura. Tanto que realiza por lá, hoje (29) e amanhã (30), um mutirão de combate ao vetor. Segundo a administração municipal, a ação contará com a participação de mais de 800 servidores, entre profissionais de endemias, agentes comunitários de saúde, servidores municipais e apoio da Polícia Militar.

De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), o Pedra 90 apresenta o maior número de casos de dengue na cidade, além de mais de cinco mil imóveis com possíveis focos de proliferação do mosquito. Para a gestão municipal, a ação necessária para reduzir o número de casos e eliminar criadouros, mas é preciso do apoio da população para permitir o acesso dos agentes às residências e seguir as orientações de combate à dengue.

O mutirão terá a presença do prefeito Abilio Brunini (PL), que reforçou a importância do engajamento da população. “Estamos empenhados em intensificar o combate à dengue e, para isso, precisamos do envolvimento de todos”, disse por meio da assessoria de imprensa. “Além do trabalho dos nossos agentes, é essencial que cada morador faça sua parte, eliminando água parada e cuidando do seu quintal”, completou.

Para garantir a participação de todos os agentes convocados, a Prefeitura, em parceria com a Secretaria de Mobilidade Urbana, disponibilizou transporte público gratuito para os profissionais que atuarão no mutirão. A medida visa facilitar o deslocamento dos agentes de outras regiões até o Pedra 90, garantindo maior efetividade na ação.

Além da mobilização para o combate ao mosquito, as duas unidades básicas de saúde (UBS) do bairro estarão abertas durante o fim de semana para atender a população. Serão oferecidos serviços como vacinação, atendimento médico, dispensação de medicamentos na farmácia e atendimentos espontâneos.

A coordenadora da Vigilância em Zoonoses, Alessandra carvalho, ressaltou que este será o maior mutirão de combate à dengue realizado em 2025 na capital. “Estamos unindo esforços para uma grande mobilização. Com mais de 300 agentes envolvidos, vamos intensificar as visitas domiciliares, eliminação de criadouros e conscientização da população. O Pedra 90 precisa dessa força-tarefa para reduzir os índices da doença”, afirmou.

Já em Várzea Grande, a Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), assinou o decreto n.º 31/2025, que prorroga a situação de emergência em saúde pública no município por mais 90 dias. A decisão foi tomada devido ao aumento expressivo de casos de arboviroses no município. Conforme publicação que circulou quarta-feira (26), no Diário Oficial dos Municípios (AMM), dados da Secretaria de Saúde apontaram que a taxa de incidência acumulada nas últimas quatro semanas epidemiológicas atingiu 833,68 casos por 100 mil habitantes.

Além disso, a positividade laboratorial geral para arboviroses é de 41,2%, sendo que a taxa exclusiva para chikungunya é ainda mais alarmante, chegando a 65,3%. Há ainda o registro de óbitos causados por essas doenças, reforçando a gravidade da situação. A circulação do vírus Oropouche também preocupa as autoridades sanitárias da cidade, pois sua disseminação pode gerar uma nova crise de saúde pública.

O levantamento Índice Rápido para o Aedes aegypti utiliza uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes, seguindo as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. O objetivo é contribuir para o diagnóstico e subsidiar os municípios nas ações de combate às endemias.

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