Na manhã desta quarta-feira (26), a Polícia Judiciária Civil deflagrou a Operação Neuro Diverge para investigar um esquema de desvio de recursos públicos na ADIN (Associação das Diversidades Intelectuais), localizada no centro de Tangará da Serra. A instituição oferece atendimento especializado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), incluindo serviços de psicologia e fonoaudiologia.
- O presidente e fundador da entidade;
- O filho do presidente;
- A tesoureira da instituição;
- Uma gestora apontada como braço direito do presidente.
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da associação e nas residências dos suspeitos. Segundo as investigações, milhões de reais foram desviados, incluindo cerca de R$ 2 milhões repassados pela Prefeitura Municipal entre janeiro e março deste ano. No local foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, HDS e computadores que serão periciados, além do bloqueio de contas, afastamento dos representantes, sequestro de bens e imóveis.

“Identificamos que valores significativos foram desviados para fins ilícitos, configurando um esquema criminoso, só neste ano a associação recebeu dois milhões da prefeitura municipal de Tangará da Serra”, afirmou o delegado.
Com a prisão do presidente da associação, os demais investigados foram levados para prestar depoimento. O caso gerou grande preocupação entre os pais das crianças atendidas, que se depararam com um aviso na entrada da instituição informando:
“Atendimento suspenso até segunda ordem.”


