A temida cobra-coral é conhecida por suas cores vibrantes e sua fama de ser uma das serpentes mais venenosas do mundo. Porém, a grande maioria das cobras encontradas em áreas rurais e até mesmo em cidades não representa esse risco.
A confusão entre a verdadeira e a falsa cobra-coral surge de um misto de medo e dúvida. Afinal, como diferenciar as duas serpentes?
Uma das dúvidas é sobre as cores da cobra-coral. O criador de conteúdo e biólogo Guilherme Netter deu boas ficas para identificar essa espécie. Antes disso, ele mostra o animal encontrado dentro de casa. Assista:
“Não dá para se enganar pelo padrão de cor. Existem mais de 45 espécies de coral com todas as variedades de cores.”
Guilherme Netter
Um dos pontos identificados na cobra-coral verdadeira é que ela não costuma ser agressiva, e o bote fatal do réptil é bem diferente!
“Ela não arma bote. Ela faz um movimento rápido, levanta a ponta do rabo para o predador atacar o rabo, e aí ela morde. Ela morde, realmente.”
Guilherme Netter
Outro grande detalhe para diferenciar as duas cobras é o rabo. Guilherme está segurando uma cobra-coral falsa e destaca: “A ponta do rabo vai afinando aos poucos.”
E os olhos também são uma diferença importante, pois na cobra falsa é fácil ver os olhos. “Os olhos ficam exatamente na linha preta, a gente não vê, não consegue ver o olho dela”, revela.
Cobra-coral
A cobra coral-verdadeira tem aproximadamente entre 40 centímetros e pode chegar a 1,6 metros apenas. Todas elas têm cabeça oval, olhos pretos pequenos, escamas lisas e uma cauda curta, de acordo com a Enciclopédia Britannica.

A espécie mais comum na América do Sul possui um padrão de cores bem típico, com listras que intercalam preto, vermelho e branco. A mais encontrada na região amazônica também apresentam listras amareladas, segundo o Instituto Butantan.
A pessoa ferida por uma coral-verdadeira pode sentir sérios sintomas: dormência na área machucada, visão turva e dificuldade na fala logo. Isso tudo logo nos primeiros minutos após a mordida.
O que fazer quando for picado?
De acordo com o Instituto Butantan, é preciso tomar algumas medidas em caso de ataque de serpente, principalmente se a espécie for venenosa, como a jararaca.
O que fazer:
- Lavar o local da picada com água e sabão;
- Ir até o hospital ou posto de saúde mais próximo;
- Ficar deitado e elevar o membro que levou a picada;
- Se possível, e em segurança, tire uma foto da cobra para ser identificada.
O que não fazer:
- Não fazer torniquetes;
- Não passar nada no local da picada;
- Não cortar a região da picada para “extrair” o veneno”;
- Não consumir bebidas alcoólicas;
- Não sugar o local para tentar “extrair” o veneno”;
O Instituto Butantan, responsável por produzir os soros antiofídicos e distribuir para todo o Brasil, ressalta que o medicamento só pode ser aplicado por profissionais capacitados, e que existe um soro específico para cada gênero de serpente.



