A juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá manteve, nesta segunda-feira (17), a ação penal contra um grupo acusado de desviar R$ 28 milhões da Cooperativa Agrícola de Produtos de Cana de Campo Novo do Parecis (Coprodia), a 391 km de Cuiabá.
A ação penal foi proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Segundo a denúncia, os delitos ocorreram a partir de 2016 e envolviam a simulação de serviços prestados por empresas ligadas aos acusados, como “Maxmobi Marketing Digital” e “Max Person Comunicação”. O pedido de suspensão ou anulação da denúncia já havia sido tentada outras vezes.
A defesa tentou anular a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) alegando falta de justa causa e ausência de indícios suficientes na peça acusatória. No entanto, a Justiça considerou que há provas suficientes da materialidade dos crimes e indícios de autoria, permitindo o prosseguimento da ação penal.
A juíza destacou que a denúncia descreve detalhadamente a participação de cada acusado, apresentando testemunhas e elementos probatórios. Além disso, citou entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reafirmando a necessidade de aprofundamento das investigações para uma decisão de mérito.
“Ante as razões expostas, rejeito todas as preliminares arguidas e, por conseguinte, dou regular prosseguimento ao feito”, finalizou.
OPERAÇÃO ETANOL
A Operação Etanol foi uma investigação conduzida pela Polícia Civil que resultou na prisão de três funcionários e um empresário de uma cooperativa de açúcar e etanol em Campo Novo do Parecis. A operação apurou desvios de cerca de R$ 28 milhões da cooperativa COPRODIA, que produz álcool e cana-de-açúcar. Foram cumpridos 50 mandados judiciais, incluindo o bloqueio de imóveis e bens em várias cidades.
Fonte: Hiper Notícias


