quarta-feira, 22 abril 2026
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O impacto do vício em redes sociais no cérebro: o que a ciência diz

Essas mudanças podem tornar o comportamento mais compulsivo, dificultando a regulação do tempo gasto nas redes sociais

O uso excessivo de redes sociais tem alterado a forma como o cérebro processa informações e interage com o mundo. Estudos científicos mostram que o uso compulsivo dessas plataformas pode levar a mudanças significativas na memória, na capacidade de concentração e na saúde mental.

Mudanças no cérebro e dependência digital

Uma pesquisa da University College London (UCL), publicada na revista PLOS Mental Health, analisou adolescentes com dependência da internet e identificou alterações na conectividade cerebral, especialmente em áreas responsáveis pelo autocontrole e pelo processamento de recompensas. Essas mudanças podem tornar o comportamento mais compulsivo, dificultando a regulação do tempo gasto nas redes sociais.

Outro estudo da Universidade da Carolina do Norte, publicado no JAMA Pediatrics, acompanhou adolescentes por três anos e descobriu que aqueles que verificavam redes sociais com frequência desenvolveram maior sensibilidade a recompensas e punições sociais. Isso significa que o uso excessivo dessas plataformas pode tornar o cérebro mais dependente da validação digital, afetando a autoestima e o bem-estar emocional.

Relação com a ansiedade e depressão

A psiquiatra Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos EUA, explica que as redes sociais ativam o sistema de recompensa do cérebro de maneira semelhante às substâncias viciantes, liberando dopamina e criando um ciclo de dependência.

Além disso, a exposição constante a conteúdos negativos pode intensificar ansiedade, depressão e insegurança, especialmente entre os jovens. Um estudo publicado no El País mostrou que o consumo excessivo de conteúdos rápidos e sem profundidade pode prejudicar a capacidade de concentração e memória de longo prazo.

Como evitar os efeitos negativos?

Especialistas recomendam pausas regulares no uso das redes sociais para permitir que o cérebro “redefina” suas conexões. Algumas estratégias incluem:
• Definir limites de tempo para o uso das redes sociais;
• Desativar notificações desnecessárias para evitar distrações;
• Priorizar atividades offline, como leitura, esportes e interações presenciais.

Embora as redes sociais tenham revolucionado a comunicação, seu uso excessivo pode comprometer a saúde mental. O equilíbrio é essencial para aproveitar os benefícios dessas plataformas sem prejudicar o funcionamento do cérebro.

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