quinta-feira, 4 junho 2026
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Maconha e saúde mental: novo estudo relaciona uso a aumento de casos de equizofrenia

Pesquisadores do Canadá descobriram um aumento de casos de transtornos mentais associados ao uso abusivo de canábis. Pesquisa apotam os grupos mais vulneráveis

legalização do uso da maconha é pauta de debate em diversos países. E um estudo recente realizado no Canadá tem potencial de se transformar em argumento para quem é contra a medida. Os pesquisadores abservaram um aumento na relação entre o uso abusivo da canábis e transtornos mentais, como a esquizofrenia.

 

Os cientistas analisaram dados de mais de 13,5 milhões de pessoas com idade entre 14 e 65 anos e perceberam que, ao longo dos anos, a parcela de casos de esquizofrenia associados ao transtorno por uso de canábis (TUC) cresceu de forma expressiva.

 

Antes da legalização, essa associação era de 3,7%. Após a liberação da canábis não medicinal, esse número triplicou, chegando a 10,3%.

O estudo também apontou para o aumento dos casos de psicose não especificada (PNE), uma condição em que a pessoa perde o contato com a realidade. O número de diagnósticos subiu 83,7%, indicando uma tendência que merece ser acompanhada de perto.

Riscos da maconha para jovens: eles são os mais afetados?

A pesquisa sugere que os efeitos da maconha na saúde mental não são os mesmos para todas as pessoas. A relação entre transtorno por uso de canábis e a esquizofrenia é mais frequente entre jovens, principalmente homens de 19 a 24 anos. Nessa faixa etária, 18,9% dos casos de esquizofrenia foram associados ao TUC.

A incidência da esquizofrenia também aumentou em meninas de 14 a 18 anos e em homens entre 19 e 44 anos. Por outro lado, entre adultos mais velhos, os casos diminuíram. Para as mulheres mais velhas (entre 45 e 65 anos), por exemplo, essa taxa foi de apenas 1,8%.

Maconha pode causar esquizofrenia?

O estudo não bate o martelo sobre isso, mas confirma uma relação significativa. O que médicos e cientistas já sabem é que outros fatores, como predisposição genética, histórico familiar e ambiente social, também podem desempenhar um papel no desenvolvimento da doença.

Mas pesquisas anteriores já sugeriram que o consumo frequente de canábis com altos níveis de THC pode antecipar o início de transtornos psicóticos em pessoas predispostas.

 

Os pesquisadores reforçam que a correlação entre canábis e transtornos mentais é complexa e exige mais investigações para entender se há uma relação de causa e efeito. Ou seja, que os dados da pesquisa sugerem é que a relação entre canábis e transtornos mentais não pode ser ignorada.

 

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