domingo, 7 junho 2026
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Combustíveis terão novo aumento em 1º de fevereiro, com reajuste do ICMS em todo o país

A partir de 1º de fevereiro, motoristas de todo o país sentirão no bolso o impacto do aumento no preço dos combustíveis, que pode chegar a 10 centavos por litro. A alta é consequência do reajuste anual no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e afetará diretamente os preços da gasolina, etanol, diesel e biodiesel, enquanto o gás de cozinha terá uma redução tímida no imposto estadual.

O novo valor foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em outubro de 2024, com base no preço médio praticado pelos postos de combustíveis entre janeiro e setembro daquele ano. O reajuste do ICMS sobre combustíveis é nacional, devido à lei aprovada durante o governo Jair Bolsonaro (PL), que estabeleceu alíquota única nacional para os combustíveis.

Para gasolina e etanol, a alíquota do ICMS subirá de R$ 1,3721 para R$ 1,47 por litro, representando um aumento de 7,14%. Para referência, o ICMS era de R$ 1,22 por litro em janeiro de 2024. Ou seja, o reajuste deste ano foi menor que o anterior.

Já para o diesel e o biodiesel, o reajuste será de 5,31%. A alíquota passará de R$ 1,0635 para R$ 1,12 por litro. No início de 2024, o valor praticado era de R$ 0,9456 por litro.

Em contrapartida, o gás de cozinha terá uma leve redução de 1,69%, com a alíquota caindo de R$ 1,4139 para R$ 1,39 por quilograma. Embora a queda seja modesta, o ajuste representa uma tentativa de aliviar o impacto do custo desse item essencial.

VALOR FIXO E NACIONAL

Os reajustes no ICMS sobre os combustíveis seguem o modelo de tributação monofásica, aprovado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse formato estabelece um valor fixo por litro de combustível em vez de uma alíquota percentual, como era praticado anteriormente.

A mudança foi introduzida como parte de uma política de simplificação tributária, com o objetivo de aumentar a previsibilidade dos preços para consumidores e empresários do setor, em um momento de alta volatilidade dos preços do petróleo devido à pandemia e à guerra entre Rússia e Ucrânia. A medida busca evitar oscilações abruptas nos valores cobrados, que antes dependiam diretamente das variações de preços nas refinarias e distribuidoras.

Apesar de ter sido idealizada como uma forma de reduzir o preço dos combustíveis, a lei resultou em um aumento geral na tributação. Isso porque, com a instituição de uma alíquota única nacional, os Estados chegaram a um acordo para que houvesse pouco prejuízo na arrecadação. Estados como São Paulo ganharam mais com a mudança, enquanto Rio de Janeiro e Mato Grosso foram os mais impactados. (Clique aqui para entender melhor)

Cenário 1 – ‘carga neutra’ Cenário 2 – UFs sem perda
UF ICMS atual Arrecadação Repasses Arrecadação Repasses
AC R$ 292 -R$ 47 -R$ 12 R$ – R$ –
AL R$ 798 -R$ 96 -R$ 24 R$ 42 R$ 10
AM R$ 1.248 -R$ 73 -R$ 18 R$ 164 R$ 41
AP R$ 229 R$ 34 R$ 9 R$ 83 R$ 21
BA R$ 4.629 -R$ 481 -R$ 120 R$ 375 R$ 94
CE R$ 2.304 -R$ 224 -R$ 56 R$ 178 R$ 45
DF R$ 1.471 -R$ 97 -R$ 24 R$ 167 R$ 42
ES R$ 1.536 R$ 113 R$ 28 R$ 432 R$ 108
GO R$ 4.118 -R$ 569 -R$ 142 R$ 300 R$ 75
MA R$ 1.907 -R$ 79 -R$ 20 R$ 279 R$ 70
MG R$ 9.658 -R$ 1.048 -R$ 262 R$ 938 R$ 234
MS R$ 1.556 R$ 104 R$ 26 R$ 448 R$ 112
MT R$ 3.208 -R$ 615 -R$ 154 R$ 21 R$ 5
PA R$ 3.211 -R$ 466 -R$ 117 R$ 82 R$ 20
PB R$ 1.135 -R$ 119 -R$ 30 R$ 85 R$ 21
PE R$ 2.684 -R$ 365 -R$ 91 R$ 103 R$ 26
PI R$ 956 -R$ 36 -R$ 9 R$ 145 R$ 36
PR R$ 5.666 R$ 811 R$ 203 R$ 2.236 R$ 559
RJ R$ 4.217 -R$ 720 -R$ 180 R$ 3 R$ 1
RN R$ 1.050 -R$ 105 -R$ 26 R$ 79 R$ 20
RO R$ 1.071 -R$ 99 -R$ 25 R$ 95 R$ 24
RR R$ 437 -R$ 29 -R$ 7 R$ 53 R$ 13
RS R$ 5.712 -R$ 151 -R$ 38 R$ 908 R$ 227
SC R$ 3.864 R$ 591 R$ 148 R$ 1.438 R$ 360
SE R$ 646 -R$ 50 -R$ 12 R$ 66 R$ 17
SP R$ 15.517 R$ 3.865 R$ 966 R$ 8.693 R$ 2.173
TO R$ 1.040 -R$ 48 -R$ 12 R$ 157 R$ 39
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