Áreas de alta demanda e boa remuneração esperam por profissionais qualificados prontos para liderar essa evolução.
Segundo um levantamento da International Business Report (IBR), produzido pela consultoria Grant Thornton, o país é o 2º com a maior intenção de investir em TI.
A pesquisa aponta que 80% dos empresários brasileiros confirmaram planos de ampliar os recursos destinados à área, percentual superior à média da América Latina (69%) e ao índice global (61%).
“Estamos vivenciando um momento único em que a tecnologia não apenas suporta os negócios, mas redefine setores inteiros, aumentando consideravelmente a busca por profissionais capacitados e com habilidades técnicas e visão estratégica. No entanto, a rápida evolução da tecnologia também traz desafios, como a escassez de talentos qualificados”, destaca o CEO Advisor 10X, Presidente da Editora Brasport e especialista em tecnologia e negócios, autor do livro “Smart Skills – Descubra seus pontos fortes para uma carreira produtiva e feliz”, Antonio Muniz.
Carência de profissionais qualificados no mercado de tecnologia
A falta de talentos no setor de TI é um desafio crítico. Conforme dados da Robert Half, 84% das empresas relataram dificuldades para contratar profissionais qualificados em 2024. No Brasil, a demanda por especialistas cresce rapidamente.
A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) projeta a criação de quase 800 mil vagas na área até 2025.
“O aumento expressivo na demanda por profissionais do setor exige uma ação coordenada de empresas e instituições de ensino. O estudo da Brasscom mostra uma lacuna significativa entre a oferta e demanda, apontando um desafio estratégico para a competitividade e o desenvolvimento econômico do país”, explica o especialista em dados e professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e autor do livro “Organizações Cognitivas: Alavancando o Poder da IA Generativa e dos Agentes Inteligentes”, Kenneth Corrêa.
Chave do sucesso: autoconhecimento para o desenvolvimento profissional
Escolher uma carreira alinhada às suas habilidades e objetivos é essencial para o sucesso e a satisfação profissional. Reconhecer e aplicar smart skills — competências emocionais e comportamentais que complementam as habilidades técnicas — permite que o profissional direcione sua energia de forma eficiente.
“Isso ajuda a evitar o desgaste de tarefas que não se alinham com suas capacidades e interesses. A inteligência emocional, a adaptabilidade, a comunicação eficaz e a gestão do estresse são algumas das competências mais importantes para manter a saúde mental e uma performance sustentável”, reforça Antonio Muniz.
Áreas tecnológicas para investir em 2025
1. Engenheiro de Inteligência Artificial
Conforme o estudo da MindMiners, 56% dos brasileiros já reconhecem a influência da inteligência artificial na sociedade. Enquanto 12% esperam por mudanças significativas no próximo ano, 20% acreditam que transformações relevantes ocorrerão em até cinco anos.
No entanto, a popularização da IA já vem acontecendo em diversas indústrias, como saúde, educação e varejo, proporcionando ao mercado uma gama nova de profissões. O papel do engenheiro de IA será cada vez mais importante. Esse profissional desenvolve e treina modelos de aprendizado de máquina, criando soluções para problemas complexos e potencializando a eficiência das empresas.
2. Cibersegurança
De acordo com relatório da Check Point Research, no terceiro trimestre de 2024, o Brasil registrou alta de 95% nos ciberataques, o que representa 2.766 ataques por semana. Esses dados refletem que as ameaças digitais estão não só mais persistentes, como também mais sofisticadas. Diante desse cenário, o especialista nesta área é responsável por proteger sistemas, redes e dados contra ataques, garantindo a privacidade e a integridade das informações empresariais e pessoais.
3. Cientista e Engenheiro de Dados
Dados da The Chronicle of Higher Education revelam que a demanda por cientistas de dados cresceu mais de 650% nos últimos dez anos, impulsionada pelo aumento no uso de big data e análise preditiva. Esses profissionais transformam grandes volumes de dados em insights acionáveis.
Empresas de todos os setores estão em busca desses especialistas para entender padrões, prever tendências e tomar decisões baseadas em dados, principalmente quando direcionadas ao comportamento do consumidor.
4. Big Data
O mercado brasileiro de Big Data Analytics deve atingir US$ 5,53 milhões até 2029, com expectativa de crescimento a uma taxa composta anual (CAGR) de 10,12%, segundo a Mordor Intelligence.
Ou seja, com a explosão da quantidade de dados gerados diariamente, profissionais especializados em big data se destacam porque são capazes de processar e analisar grandes volumes de informações, ajudando as organizações a identificar oportunidades e melhorar sua estratégia.
5. Governança de Dados
À medida que as regulamentações de privacidade e proteção de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), se tornam mais rígidas, a governança de dados ganha importância. Profissionais dessa área criam políticas e processos para garantir que os dados sejam gerenciados com segurança, eficiência e em conformidade com a legislação.
“Sem uma governança robusta, há riscos significativos de violações de privacidade e uso indevido de dados, levando a prejuízos financeiros e danos à reputação. Com a legislação cada vez mais rigorosas, as empresas precisam garantir que suas práticas de IA estejam em conformidade com essas leis para evitar sanções legais”, afirma o Business Development Director da Keyrus, Paulo Simon.
6. BI e Estratégia Data-Driven
Business Intelligence (BI) é uma ferramenta essencial para empresas que buscam basear suas decisões em dados concretos, entretanto, conforme o IT Forum Series, apenas 11% das empresas hoje se consideram data driven, revelando o quanto esse mercado ainda deve crescer e evoluir.
Por isso, os especialistas em BI e estratégia data-driven ajudam as organizações a identificar tendências, otimizar operações e alcançar melhores resultados de negócios.
7. Defesa Cibernética
Diferente da cibersegurança, que foca na prevenção, a defesa cibernética está mais voltada para a resposta e a mitigação de ataques já em curso. Profissionais nesta área criam estratégias para minimizar os impactos e restaurar a normalidade rapidamente após uma invasão.
8. Especialistas em Bug Bounty
Com o aumento da conscientização sobre vulnerabilidades em sistemas e aplicativos, empresas têm investido em programas de Bug Bounty.
Para se ter noção, a plataforma brasileira Bug Bounty em seus primeiros cinco meses de atuação em 2020, contava com cerca de 2 mil hackers cadastrados. Atualmente, a comunidade cresceu para aproximadamente 12 mil hackers cadastrados e verificados, credenciados para testar a vulnerabilidade dos clientes.
Com o mercado de tecnologia em constante evolução, este é o momento ideal para se qualificar e conquistar um espaço em áreas que lideram a transformação digital.
“Para ingressar nessas carreiras, é importante investir em qualificação. Cursos de especialização, certificações e o aprendizado contínuo de novas tecnologias são passos fundamentais. Plataformas de ensino online, bootcamps e instituições renomadas oferecem formações voltadas para cada uma dessas áreas”, finaliza Antonio Muniz.
(Com Assessoria)


