Não, isso não quer dizer que absolutamente nenhum sueco fuma. Mas apenas 4,5% dos adultos do país ainda têm esse hábito.
O título de “livre do cigarro” é coisa da Organização Mundial de Saúde (OMS), que estabeleceu que podem recebê-lo os países que tiverem menos de 5% da população fumante.
Mesmo assim o número impressiona: a cada 100 suecos, só 4 fumam.
No entanto, o segredo do sucesso é um tanto polêmico, já que o governo estimulou a população a trocar o cigarro “tradicional” por outros produtos de tabaco e que contém nicotina.
Um desses produtos é o cigarro eletrônico que, segundo as autoridades suecas, seria 95% menos nocivo à saúde do que cigarros de papel.
A outra opção são os snus, um saquinho de tabaco (que contém nicotina) e que o usuário coloca na boca, entre a bochecha e a gengiva. Neste caso, não há fumaça ou qualquer outro tipo de vapor produzido por quem usa.
Ambos os produtos, no entanto, são proibidos em outras partes do mundo. O cigarro eletrônico, por exemplo, não pode ser comercializado ou mesmo armazenado no Brasil. Já os snus têm a comercialização (mas não o uso) proibidos em quase todos os países da Europa.
Apesar da polêmica, a estratégia funcionou não apenas para a Suécia. A Nova Zelândia também vêm apostando nisso e está perto de se tornar o segundo país do mundo livre do cigarro. Por lá, o percentual de adultos que ainda fumam é de 6,8%.


