sexta-feira, 1 maio 2026
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Governador critica Carrefour, cita hipocrisia e diz que boicote é “barreira” ao agro

“Fica claro que essa conversa do presidente da França, Emmanuel Macron, e de muitos ambientalistas que dizem defender o meio ambiente não passa de conversa fiada. No fundo, querem usar o meio ambiente para criar barreiras contra o agronegócio brasileiro e de outros países sul-americanos”.

A declaração é do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, após o Carrefour anunciar que não comprará carnes de países do Mercosul para vender nas lojas da rede de supermercados na França. Um dos países é o Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo. Nesse contexto, se inclui o estado de Mato Grosso, que tem o maior rebanho bovino do país.

Carrefour é dono, no Brasil, da rede Atacadão.

Mendes não escondeu a indignação com o anúncio do grupo francês e sugere um boicote ao Carrefour, que é dono, também, da rede Atacadão no Brasil. “Respeitamos o direito do Carrefour de selecionar os seus fornecedores, mas nós, brasileiros, também temos o direito de comprar de quem quisermos. Se o Brasil não serve para vender carne para eles, então essa empresa não deveria ser bem vista aqui. Eu não vou comprar mais das lojas deles, e acho que aqueles que são do agro e até a população brasileira, em defesa da honra do país, deveria pensar em dar a eles o mesmo tratamento que estão dando ao nosso país”, declarou o governador, em comunicado enviado pela assessoria ontem (quinta, 21).

Para Mendes, a França adota um “discurso ambientalista hipócrita” ao boicotar a carne brasileira. Outra opinião do governador mato-grossense é que a decisão da rede de supermercados é uma resposta aos produtores franceses, que protestam contra um possível acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. “Eles não conseguem competir com o agronegócio brasileiro, então recorrem a esse artifício”, declarou.

Ação orquestrada

A França tem um histórico de afrontas ao Brasil , especialmente direcionadas ao agro e sempre com discurso de viés ambiental.

Companhias francesas tem histórico de ataques ao agro brasileiro.

“Me parece uma ação orquestrada de companhias francesas. Não pode achar que é coincidência. Há 15 dias atrás, foi a Danone que fez. E, agora, o Carrefour”. Foi o que disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, sobre o ataque do Carrefour ao agro brasileiro.

O ministro referiu-se a um episódio no final de outubro, quando outra empresa francesa – Danone – declarou, em entrevista à Reuters, que não compraria mais soja brasileira para processar em suas indústrias.

A declaração – do diretor-financeiro e vice-presidente global da empresa, Juergen Esser – foi considerada no país como desastrada e sem base de conhecimento, revoltando produtores rurais e entidades ligadas ao agro a ponto de haver declarações de boicote aos produtos da marca europeia, tanto do setor produtivo como por consumidores.

Ignorância e hipocrisia

Mesmo com toda a tradição histórica e cultural de que dispõe, a Europa se mostra ignorante quanto ao conceito de sustentabilidade produtiva na América do Sul, em especial no Brasil.

Neste caso específico dos europeus que demonizam o agro brasileiro, vale observar que quando alguém desconhece (ou quer desconhecer) uma verdade, pode ser qualificado em duas categorias: ou é ignorante, ou é mal-intencionado.

A França de Macron possui apenas 30% de sua floresta original preservada, enquanto a Amazônia brasileira tem 84% de sua mata nativa preservada sem intervenção humana.

O Brasil, por sua vez, tem conceitos ambientais sólidos e uma política bem definida de preservação. É o oposto dos países europeus, que convivem com a poluição atmosférica, o maior risco ambiental no velho continente. Por conta disso, os europeus lamentam mais de 400 mil mortes prematuras a cada ano, segundo dados da Agência Europeia de Meio Ambiente.

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