Mato Grosso ultrapassou a marca de R$ 50 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais arrecadados desde o início de 2026. O valor foi alcançado na terça-feira (3), dez dias antes do registrado no ano passado, quando o mesmo montante foi atingido em 13 de novembro.
Os números são acompanhados pelo Impostômetro, ferramenta que estima o volume de impostos, taxas e contribuições recolhidos pelos contribuintes. Em Cuiabá, o valor atualizado pode ser consultado no painel eletrônico instalado em frente à sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).
O montante acumulado nos primeiros dez meses e três dias deste ano já representa 85,9% de toda a arrecadação registrada em 2025, quando o Estado contabilizou R$ 58,2 bilhões em tributos das três esferas de governo.
Segundo análise da Fecomércio-MT, entidade sindical patronal filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a antecipação da marca reflete o volume de recursos movimentados pela economia mato-grossense.
O resultado também chama a atenção para a dimensão dos valores recolhidos de empresas e consumidores por meio dos diferentes tributos incidentes sobre a renda, o consumo, a propriedade e as atividades econômicas.
ARRECADAÇÃO ANTECIPADA – A comparação com 2025 mostra que Mato Grosso precisou de menos tempo para atingir os R$ 50 bilhões em arrecadação.
No ano passado, a marca foi alcançada em 13 de novembro. Em 2026, o mesmo patamar foi registrado no dia 3, uma antecipação de dez dias.
Embora o resultado indique um ritmo mais acelerado de recolhimento, a comparação entre as datas não permite determinar, isoladamente, quanto a arrecadação cresceu em termos reais, descontada a inflação.
Para isso, seria necessário comparar os valores acumulados nos mesmos períodos dos dois anos e considerar a evolução dos preços.
A arrecadação também pode ser influenciada pelo desempenho da atividade econômica, pelo nível de consumo, pela renda, pelos preços de produtos e serviços e pelas regras de cobrança dos tributos.
Em Mato Grosso, a movimentação financeira associada à agropecuária, à indústria, ao comércio e à prestação de serviços contribui para a formação da base tributária.
DESTINAÇÃO DOS RECURSOS – Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, o crescimento da arrecadação deve ser acompanhado de uma aplicação eficiente dos recursos públicos.
“Mato Grosso demonstra sua força econômica, e o avanço da arrecadação acompanha essa dinâmica. No entanto, é importante que esses recursos retornem à sociedade em forma de serviços públicos, infraestrutura e melhores condições para o desenvolvimento, beneficiando também empresas e consumidores”, afirmou.
A avaliação da entidade chama a atenção para a relação entre o volume de tributos recolhidos e a qualidade dos serviços oferecidos à população.
Os recursos arrecadados pelas diferentes esferas de governo financiam despesas com saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, manutenção dos serviços administrativos e outras obrigações previstas nos respectivos orçamentos.
Entretanto, os R$ 50 bilhões registrados pelo Impostômetro não representam um valor disponível exclusivamente para o Governo de Mato Grosso.
O indicador reúne estimativas de tributos federais, estaduais e municipais associados à atividade econômica no Estado. A distribuição e a aplicação dos recursos obedecem às regras orçamentárias e tributárias de cada esfera administrativa.
PRINCIPAIS TRIBUTOS – Entre as fontes de arrecadação consideradas no levantamento estão impostos e contribuições cobrados pela União, pelo Estado e pelos municípios.
Na esfera federal, destacam-se o Imposto de Renda (IR) e as contribuições previdenciárias.
No âmbito estadual, um dos principais tributos é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre diferentes operações comerciais e prestações de serviços previstas na legislação.
Nos municípios, estão entre as fontes de receita o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Esses tributos possuem bases de cobrança distintas e contribuem para o financiamento das atividades de cada ente público.
ARRECADAÇÃO NOS MUNICÍPIOS – O levantamento também evidencia a participação dos principais centros urbanos na arrecadação tributária de Mato Grosso.
Entre os dez municípios mais populosos do Estado, Cuiabá, Rondonópolis e Sinop aparecem entre aqueles com os maiores valores registrados.
As três cidades concentram atividades econômicas relevantes nas áreas de comércio, serviços, indústria e agronegócio, que contribuem para a movimentação financeira e o recolhimento de tributos.
Cuiabá, como capital e principal centro de serviços do Estado, reúne atividades comerciais, empresariais e administrativas. Rondonópolis possui forte presença agroindustrial e logística, enquanto Sinop exerce papel importante na economia do norte mato-grossense.
O material divulgado, porém, não apresenta os valores individuais arrecadados nesses municípios nem a classificação completa das dez cidades mais populosas.
Sem esses dados, não é possível estabelecer a diferença de arrecadação entre elas ou calcular a participação de cada município no total estadual.
PERSPECTIVA PARA O ANO – Com R$ 50 bilhões já contabilizados até o início de novembro, Mato Grosso se aproxima do montante total registrado em 2025.
Para igualar os R$ 58,2 bilhões do ano passado, será necessário acrescentar aproximadamente R$ 8,2 bilhões à arrecadação acumulada até 3 de novembro.
O desempenho dos dois últimos meses dependerá do comportamento da atividade econômica e do recolhimento dos tributos no período.
A Fecomércio-MT acompanha a evolução desses valores por meio do Impostômetro e destaca a importância de que a expansão das receitas públicas se traduza em investimentos e serviços que atendam às necessidades da população e do setor produtivo.








