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09/07/2017 23:07 www.youtube.com

Doença genética faz cão aprender a andar sobre 2 patas

Por causa do mal, Toddy, que foi adotado há nove anos, quebrou as duas patas dianteiras.

O cachorro de uma família cuiabana surpreendeu os donos ao aprender a andar sobre duas patas, depois de sofrer uma doença que afeta os ossos.

Em setembro do ano passado, o advogado Edmar Junior, de 34 anos, e a empresária Kenya Simone, de 35, ficaram assustados quando o poodle Toddy apareceu com uma das patas quebradas, sem nenhum sinal do que poderia ter acontecido.

Preocupados, eles correram com o pet para vários veterinários, que se negaram a operá-lo. 

O cachorro foi internado na Hovet, o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso, onde quebrou a outra pata e foi diagnosticado com a doença dos "ossos de vidro".

Porém, a maior surpresa veio meses depois, quando Toddy aprendeu a andar somente com as patas traseiras, em pé, assim como os donos.  

Ao Midia News, o dono do cachorro, Edmar Júnior, contou que acredita que ele aprendeu a caminhar dessa forma por necessidade.

“Porque os primeiros dias em que ele veio pra casa, depois de operar as duas patinhas, foram bem complicados. Ele não conseguia levantar, fazia as necessidades no mesmo local, se sujava e eu tinha que lavar, tirar ele dali... Foi um período difícil”, contou Edmar.

Pela dificuldade, ofereceram ao casal a eutanásia para Toddy, mas Edmar refutou a ideia porque o cãozinho mostrava que queria viver.

“Até hoje, ele é muito esperto, muito animado, e eu não tive como fazer isso. Se for pra ele ficar desse jeito até a morte, vou ficar com ele assim”, disse.

Por precisar passar novamente por cirurgia, Toddy estava morando na Hovet e foi lá que ele começou a se apoiar nas patinhas traseiras. Porém foi quando retornou para casa que começou a dar os primeiros passos.

“Nos propuseram tirar a vida dele para poupá-lo da deficiência, mas ele se mostrou resilente e logo superou a deficiência, caminhando com duas patas.

As patas quebradas são um grande sofrimento pra ele e para Edmar, que faz os curativos, mas não seria um motivo para pensarmos em morte jamais”, disse Kenya.

Segundo o dono, apesar da doença, o cachorro tem uma vida normal dentro de suas possibilidades.

“Ele anda pra tudo quando é lado. Se vê um gato, ele late, vai atrás. Só que não corre mais, não anda com quatro patas, só anda em pé”, disse. 

A doença

Segundo Edmar, a doença dos ossos de vidro é silenciosa e só foi percebida quando Toddy quebrou a primeira pata.

“No ano passado, era um domingo à tarde, a gente saiu e eles ficaram em casa. Quando eu cheguei, abri o portão e ele veio chorando, mancando, só com três patinhas, apoiando nelas e mancando”, contou.

Os donos ficaram assustados, pensaram que poderia ter sido algum ladrão que pudesse ter o chutado, ou que ele tivesse prendido a pata no portão da casa.

“Porque embora eu tenha duas pit bulls, ele sempre foi o cão de guarda aqui de casa”. 

Os donos investigaram a casa, mas não havia nenhum sinal que revelasse o motivo da fratura.

Eles os levaram a um veterinário, que fez exames, tirou raios-x e falou que o caso era difícil, visto que a fratura estava em uma região complicada.

“O veterinário passou um orçamento muito caro na época, de R$ 7 mil, para fazer a cirurgia, mas que não tinha como dar garantia que ia ficar bom. Aí resolvi procurar outro veterinário”, disse Edmar.

O outro profissional falou a mesma coisa e orientou que Edmar procurasse o Hospital Veterinário da UFMT (Hovet), afirmando que seria o mais indicado para fazer esse tipo de cirurgia.

Na Hovet, Edmar conta que Toddy foi muito bem atendido. Lá os veterinários pediram novos exames e marcaram a primeira cirurgia.

“Só que passados alguns dias, eles me ligaram, falando: ‘Tenho uma notícia ruim pra te falar, seu cachorro quebrou a outra pata dianteira’”, contou o advogado.

Como não haviam informado o motivo, Edmar achou que Toddy tivesse caído e quebrado a pata. Porém, como a situação era estranha, o veterniário começou a pesquisar os possíveis motivos, já desconfiado da doença dos ossos de vidro.

“Ele passou por uma série de exames e não souberam precisar a origem, a causa, mas os ossos estavam fracos”, contou.

Após os exames, Toddy passou pela primeira cirurgia, mas, como os ossos permaneciam fracos e porosos, os pinos estavam se soltando.

A partir de então, os veterinários iniciaram um tratamento para ver se fortaleciam os ossos do cachorro com um remédio – humano – para osteoporose.

"Com tudo isso, eu até pensei em eutanásia, mas ele sempre me mostrou que queria viver. Até hoje ele é muito esperto, muito animado, e eu não tive como fazer isso. Se for pra ficar desse jeito até a morte, eu vou ter que ficar com ele assim.

“Hoje o quadro é que ele está com uma patinha, do lado esquerdo, que o machucado está cicatrizado, porém lá dentro também os parafusos estão soltos. E do outro lado, o parafuso ainda está exposto, os ferros ainda estão expostos, porque tem que colocar no lugar”, disse Edmar.

Agora, Toddy irá fazer um novo exame para saber se os ossos estão fortificados. Com o resultado, os veterinários poderão optar por uma nova cirurgia. 

A adoção 

A história de Toddy começou na virada de ano de 2008 para 2009. Chovia muito quando, por volta das 2h, ele apareceu no portão da casa do casal chorando. Edmar rapidamente abriu o portão e permitiu que entrasse.

“Ai falei: ‘Nossa, cachorrinho bonitinho, amanhã a gente procura o dono’. No dia seguinte, a gente procurou o dono pela rua e não achou. Naquela época, as redes sociais ainda não estavam nesse auge, não tinha como postar procurando dono pelas redes sociais. Então andava com ele pelo bairro”, contou.

Edmar passou duas semanas procurando pelo dono. Como não encontrou, Toddy acabou adotado pela família.

“Ele é um guerreiro, muito amado, é nosso anjo da guarda. Ele nos escolheu por alguma razão”, disse Kenya Simone.

Quando chegou, por ter sido resgatado, Toddy era um pouco assustado. Mas, segundo Edmar, rapidamente se apegou ao casal e só aceitava carinho dos donos.

“Os meus amigos e parentes chegavam aqui, tentavam passar a mão nele, ele avançava, latia”, contou Edmar.

Edmar chegou a procurar uma cadeira de rodas para Toddy, mas não conseguiu encontrar alguém que soubesse fazer para as patinhas dianteiras.

“Porque não é comum. Todos veterinários com quem conversei falam que é mais comum o cachorro quebrar a pata traseira”, disse.

Se alguém tiver interesse em ajudar, confeccionando uma cadeira de rodas para o cachorro, ou conheça alguém que consiga produzir, o casal agradece e pede que entrem em contato pelo número: 99325-9301, falar com a Kenya. 

Fonte: Midia News


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