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03/07/2017 17:31 www.youtube.com

Câmeras de segurança registraram prisão de megatraficante em padaria de MT

Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, procurado há 30 anos pela Polícia Federal, foi abordado por três agentes dentro de uma padaria no Centro de Sorriso.

Considerado um dos maiores traficantes da América do Sul pela Polícia Federal (PF), Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, foi preso por agentes dentro de uma padaria na região central de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá). Toda ação foi gravada por câmeras do circuito interno de segurança do estabelecimento.

A prisão aconteceu às 11h31 e foi realizada por três agentes. No local estavam várias pessoas, entre clientes e funcionários.

Pela gravação, é possível acompanhar que os agentes entraram no estabelecimento um de cada vez, disfarçados. Já com arma em punho, dois dos agentes ordenaram que o traficante deitasse no chão, enquanto outro fazia a guarda.

O traficante foi pego de surpresa e não esboçou reação ao ser preso.

Embaixador do tráfico

"Cabeça Branca" é descrito pela Polícia Federal como um 'embaixador do tráfico' porque tinha diplomacia para lidar com grandes facções criminosas nacionais e internacionais sem que precisasse usar a violência. Esse comportamento acabou permitindo que ele continuasse atuando por 30 anos sem que fosse encontrado, segundo a PF.

De acordo com as investigações, o criminoso usava o Porto de Santos (SP) para exportar drogas para a Europa e os Estados Unidos e tinha mais influência que outros traficantes, como Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia.

Nesta segunda-feira (3), a PF divulgou o balanço parcial da Operação Spectrum, na qual o traficante foi preso. Os policiais federais estiveram em imóveis do bandido, em São Paulo, e apreenderam em uma casa e em um apartamento a quantia de US$ 4,54 milhões, que equivalem a R$ 14,9 milhões, conforme a cotação do dólar, nesta segunda.

Em outros três locais foram apreendidas 1,5 tonelada de cocaína, joias, carros, relógios, documentos e computadores.

Rocha usava a identidade falsa de Vitor Luiz de Moraes e se submeteu a várias cirurgias plásticas para mudar a sua fisionomia, disse o delegado da PF Elvis Secco, coordenador da operação. Por isso, ele vivia como se não tivesse medo de ser preso.

Segundo as investigações, Rocha mantinha um imóvel de alto padrão em um bairro nobre de Osasco (SP) para fazer encontros com outros traficantes. No local, a polícia já tinha apreendido, no sábado, aproximadamente US$ 2 milhões.

Operação Spectrum

A operação, batizada de Spectrum, que significa fantasma, faz uma referência ao fato de o traficante conseguir atuar há quase 30 anos sem ser localizado.

As ordens judiciais para as cidades de Londrina (PR), São Paulo, Embu das Artes, Araraquara e Cotia (SP) e Sorriso (MT) foram da 23ª Vara Federal de Curitiba.

A estimativa das investigações é de que o patrimônio adquirido por Cabeça Branca com o tráfico internacional de drogas chegue a US$ 100 milhões.

 

Fonte Repoetermt

 

 


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