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Nova Olimpia (MT), 18 de julho de 2018 - 07:18

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Política

04/07/2018 18:23

Taques é acionado na Justiça acusado de usar cargo para se promover

Um dia depois de participar da entrega da obra física do novo Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac) de Cuiabá o governador Pedro Taques (PSDB) foi acionado na Justiça sob acusação de ter burlado a legislação eleitoral ao “inaugurar” o prédio, mesmo com a obra ainda inacabada. A '"visita" do tucano às obras foi realizada na manhã desta terça-feira (3) e gerou polêmica no mesmo dia porque o convite divulgado por sua equipe falava em inauguração. Por sua vez, Taques alegou que o anúncio dizendo que a obra seria inaugurada foi "equivocado".

A representação eleitoral por conduta vedada foi movida nesta quarta-feira (4) pelo deputado estadual Zeca Viana (PDT), por intermédio do escritório Cyrineu & Silva Advogados.Na ação, que tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), o parlamentar afirmou que o ato de inauguração promovido por Taques “causa espanto”. 

“A obra em questão não está definitivamente finalizada, ou seja, o governador do Estado deliberadamente se antecipa, cria uma situação politicamente favorável, para nitidamente burlar o lapso temporal das condutas vedadas, apresentando à população uma obra que será finalizada em 90 (noventa) dias, como assaz reportado pela mídia local”, diz trecho.

Zeca Viana apontou que Taques usou da incansável comitiva que o acompanha em todo ato do Governo, além de servidores do Gabinete de Comunicação, para inaugurar uma obra inacabada, visando atrair a atenção da população, “para, em clara fraude à lei, realizar promoção pessoal ao arrepio do §1º do artigo 37 da Constituição Federal, quebrando a necessária paridade de armas na disputa”.

“A situação é tão vexatória, mas tão ridícula, que um dos tabloides publicou a matéria com o seguinte título ‘Taques recebe obra física do Cidrac e nega evento eleitoreiro’, ironizando a recente ‘agenda cheia’ do gestor que notoriamente é conhecido por não ter feito nada em sua gestão”, de acordo com trecho extraído da representação.

“A conclusão que se extrai disso tudo é a de que os outros candidatos só podem começar a campanha eleitoral no tempo pré-estabelecido pela legislação eleitoral (após 15 de agosto de 2018), enquanto o gestor Representado, o qual deveria ser um exemplo de moralidade administrativa e de impessoalidade, inicia sua campanha extemporaneamente, rasgando - e mandando às favas - a legislação pátria”, afirma a ação. (Com assessoria)


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