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Política

Planalto da Serra-MT 04/07/2018 08:42

Eleitores de Planalto da Serra (MT) voltam às urnas após cassação de prefeita e vice por dentaduras em troca de votos

Reeleita em 2016, Angelina Pereira (PSDB) e o vice dela, Marcos Rodrigues (PHS), tiveram os mandatos cassados pelo TRE após mandarem fazer 112 moldes de dentaduras a eleitores.

 Os moradores de Planalto da Serra, a 254 km de Cuiabá, deverão voltar às urnas em 28 de outubro deste ano, para a escolha do novo prefeito e vice-prefeito daquele município, que deverão comandar o Executivo até dezembro de 2020.

A eleição suplementar ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) cassar, em dezembro do ano passado, os mandatos da prefeita reeleita Angelina Benedita Pereira (PSDB), e o vice dela, Marcos Antônio Sampaio Rodrigues (PHS), por abuso de poder econômico e compra de votos durante a campanha eleitoral de 2016.

Conforme consta no processo, eles entregaram próteses dentárias a eleitores em troca de voto. O G1 não conseguiu contato com a defesa de Angelina Pereira e Marcos Rodrigues. No processo, porém, eles negaram as acusações.

Nova eleição

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), a eleição suplementar ocorre na mesma data em que será realizado, se necessário, o 2º turno das eleições gerais deste ano para escolha dos novos governadores, deputados estaduais e federais, senadores e presidente da República.

A nova eleição em Planalto da Serra foi autorizada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 28 de outubro.

Compra de votos

Angelina Pereira e Marcos Rodrigues tiveram seus registros cassados no dia 13 de dezembro de 2016 pela juíza Silvia Renata Anffe Souza, da 34ª Zona Eleitoral, com sede em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.

Eles recorreram dessa decisão ao TRE que, ao julgar o recurso, manteve a decisão de primeira instância.

O ato da prefeita e do vice foi alvo de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) proposta pela coligação “Retomada do Crescimento”, do candidato adversário, e restou configurado como forma ilegítima de angariar votos.

Na denúncia feita à Justiça, a coligação alegou que, dez dias antes da eleição, a candidata, que já exercia o cargo de prefeita do município, teria contratado um dentista sem licitação para realizar a extração de moldes de próteses dentárias para a população carente.

Conforme a denúncia, foram feitos mais de 200 moldes e o contratado teria realizado o trabalho pedindo voto a cada um dos pacientes para a então candidata à reeleição.

Ainda segundo a coligação, a realização dos moldes “teria alterado significativamente o cenário eleitoral”. Na ação, ficou provado que 112 moldes foram feitos na ocasião.

Planalto da Serra tem 2.495 eleitores e a ação teria causado desequilíbrio ao pleito eleitoral. . De acordo com o Pleno do TRE, a diferença de votos entre o primeiro e segundo colocado, naquela eleição, foi de 64 votos.

 Do G1 MT


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