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Política

11/05/2018 08:56

Savi teria usado 'braço-direito' para esconder propina da EIG

Conforme a ação, o deputado Mauro Savi utilizaria pessoas de sua confiança para não deixar “rastros da possível propina para pela EIG Mercados”. alvo do Gaeco.

O deputado estadual Mauro Savi (DEM) teria usado o empresário Claudemir Pereira dos Santos, seu braço-direito, para esconder o recebimento de propina, no valor de R$ 3,9 milhões, da EIG Mercados Ltda, alvo das Operações Bereré e Bônus.

A afirmação faz parte do inquérito do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que culminou na decisão do desembargador José Zuquim, autorizando as prisões de Savi e Claudemir, além de outros quatro envolvidos, na quarta-feira (9).

O empresário era um dos sócios da Santos Treinamento, empresa utilizada pela EIG Mercados para lavagem de dinheiro no esquema de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Ele foi apontado, tanto pelo Gaeco, quanto por Zuquim como um “espectro” de Mauro Savi.

“Nessa direção, indica o Ministério Público, que a propina sai da EIG Mercados LTDA., passa pela Santos Treinamentos, chega até Claudemir Pereira dos Santos, espectro de Mauro Savi, o qual, a mando deste, dá o direcionamento à propina de modo a beneficiar Savi sem que ele se vincule diretamente com o dinheiro”, escreveu Zuquim, em sua decisão.

De acordo com Zuquim, Savi utilizaria “várias pessoas interpostas, pessoas estas de sua confiança, seja por pacto de lealdade, seja pelo vínculo funcional de subordinação (servidores da Assembleia Legislativa), seja pelo parentesco” para não deixar “rastros da possível propina para pela EIG”.

“Nesta dinâmica, cabe a Claudemir Pereira, ao receber a propina, emitir cheques que, segundo o Ministério Público, são utilizados para pagamentos pessoais de Mauro Savi e circulam até que alguém que, sem ter conhecimento da origem do dinheiro, tenha recebido o título de crédito em decorrência de um negócio jurídico lícito, após uma longa cadeia de negócios jurídicos, faça o desconto dele, ou então Claudemir Pereira dos Santos emite os cheques e os passe a outra pessoa de confiança de Mauro Savi, que realiza o saque no banco e efetua a devolução do valor em espécie a este ou dá a destinação por ele determinada”, apontou o desembargador.

Na delação do ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Dóia, tinha sido apontado que Savi teria recebido diretamente da EIG propina de R$ 750 mil para garantir, junto ao ex-governador Silval Barbosa, que a empresa venceria a licitação com o Detran. O próprio Dóia assumiu o cargo por indicação do deputado, que conforme a delação, exercia controle político na autarquia.

No entanto, o Gaeco apontou que Claudemir teria recebido, pelo menos, R$ 3,9 milhões da EIG. A ideia, de acordo com o magistrado, era evitar que provas e ligações diretas fossem produzidas contra o deputado.

“Todo esse engenho, relata o Ministério Público, serve e é eficaz para evitar a produção de provas diretas do recebimento da propina por Mauro Savi, embora sua imagem seja nítida após a montagem do quebra-cabeças das provas indiretas. Neste sentido, o relatório técnico aponta que no período analisado Claudemir Pereira dos Santos efetuou as transações bancárias com pessoas ligadas a Mauro Savi e outras tantas pessoas identificadas no requerimento, dentre elas, Valdir Daroit, cunhado do deputado Mauro Savi”, detalhou Zuquim.

Ainda de acordo com o desembargador, a prisão do parlamentar se justificava pelo fato de que ele “continua a orquestrar, ordenar, garantir e se beneficiar de tais esquemas, dando perpetuidade à prática criminosa”.

Operação

A Operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Operação Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.

Ao todo, foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.

Foram presos na segunda fase da operação, o deputado Mauro Savi, que foi afastado do cargo parlamentar, os advogados Paulo e Pedro Jorge Taques, os empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo”, além do ex-diretor-presidente da EIG Mercados, Valter José Kobori.

A investigação apura esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina, por meio de contrato da empresa EIG Mercados e o Detran, na ordem de R$ 27,7 milhões, que operou de 2009 a 2015, na ordem de R$ 27,7 milhões, que operou de 2009 a 2015.

 

reportermt


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