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Policial

Polícia 02/10/2018 18:27 Fonte: Olhar Direto

Homem que atirou em juiz após audiência, matou primo com 14 facadas por disputa de terras; Veja o vídeo

Segundo informações do inquérito policial, o crime ocorreu no dia 16 de maio de 1999, por volta das 6 horas.

Domingos Barros de Sá, que atirou no juiz titular da segunda Vara de Vila Rica (1.259 quilômetros de Cuiabá), Carlos Eduardo de Moraes e Silva, na tarde de segunda-feira (01), respondia ao processo por homicídio qualificado. Ele era acusado de executar o primo com 14 facadas, motivado por disputa de terras. Em seu interrogatório, ele confessou a autoria do crime e afirmou que “se eu não fizesse, eu ia morrer, porque ele ia me matar”. O acusado foi morto por policiais militares após o disparo, que acertou o ombro do magistrado.

Segundo informações do inquérito policial, o crime ocorreu no dia 16 de maio de 1999, por volta das 6 horas. Domingos, em posse de uma espingarda, seguiu até a fazenda ‘Bons Amigos’, de propriedade de José Mesquita, no município. Lá, ele procurou pela vítima, Dimar de Souza Sá, para resolver uma pendência relativa à divisa de terras.

+ Juiz é baleado dentro de Fórum durante audiência e bandido acaba morto por PMs; Veja o vídeo

Após tomarem o café, a vítima e suspeito, que eram primos, saíram em direção à BR-158. Ambos percorreram 150 metros, quando Domingos pegou a espingarda e atirou no primo, que estava de costas e impossibilitado de se defender.

Por conta do ferimento, ele caiu no chão. Na sequência, ele desferiu 14 golpes de faca no tórax da vítima, sendo que quatro atingiram o pulmão. Segundo consta no processo, Domingos cometeu o crime com “requintes de crueldade e sem qualquer sentimento de piedade da vítima, que já se encontrava caída”.

Em seu interrogatório judicial, Domingos confessou a autoria justificando que “se eu não fizesse, eu ia morrer, porque ele ia me matar”. Ele afirmou que possuía uma gleba de terra em comunhão com o primo, que estava quitada.

No entanto, ele contou que quando resolveu vender sua parte na gleba, o primo não acatou a decisão, dizendo que “se eu achasse ruim ia me matar, falava pra todo mundo e falou pra mim mesmo”.

Ao ser indagado pelo magistrado sobre sua intenção, ele afirmou que “foi intencionalmente mesmo, foi intencionalmente, porque sabia que se não fizesse aquilo ele ia fazer depois, então eu fui intencionalmente a fazer”.

Antes de matar o primo, Domingos passou a noite em uma região de mata, próxima a residência da vítima. O acusado também deu detalhes do crime. “Eu atirei nele e ele não caiu, ele me xingou e jogou o saco no chão pra desatar e eu já caminhei nele na faca, na hora, eu sabia que ele ia pegar o revólver, [...] quando ele viu eu caminhando nele na faca ele correu, largou o saco e correu e foi passar debaixo do arame e já foi tarde”, declarou.

Em sua defesa, Domingos disse que a vítima possuía um “livro da capa preta de feitiçaria, e que bala não entrava nele de frente”, motivo pelo qual teria surpreendido o primo pelas costas.

O caso era julgado pelo juiz Carlos Eduardo, que acabou baleado, quando tentou intervir em uma ameaça do acusado contra um promotor do Fórum. Um vídeo da câmera de segurança do local mostrou o desespero das pessoas que lá estavam.

Nas imagens, é possível ver o momento em que uma pessoa sai correndo de dentro da sala de audiência, desesperada. Logo depois, outras pessoas também saem. No mesmo instante, um policial militar retorna correndo ao local, após ouvir a gritaria e o barulho de tiro.

Não é possível saber se foi neste instante que o policial atingiu o criminoso. Porém, é o mais provável segundo a versão da corporação.

Logo em seguida, o juiz também é uma das pessoas que sai correndo de dentro da sala de audiência, já ferido no braço. Mesmo atingido, ele consegue conversar com uma servidora do Fórum e os dois se escondem em uma outra sala.

A policial militar e seu companheiro de farda também procuram uma posição de proteção e aguardam reforço em uma porta próximo ao local onde o bandido foi morto.

O caso

De acordo com informações preliminares, levantadas junto aos servidores da comarca, o juiz havia acabado uma audiência de custódia, quando um advogado adentrou à sala seguido pelo agressor. O homem sacou a arma escondida e ameaçou o promotor de justiça. O magistrado interveio na situação e após se aproximar dele entrou em luta corporal, em seguida houve o disparo. A polícia disparou contra o agressor, que não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O juiz Carlos Eduardo foi encaminhado para o Pronto Socorro do município que fica próximo ao fórum. Depois de constatado o quadro clínico estável, o magistrado foi encaminhado ao hospital de Palmas/TO (à 480 km de distância) – o mais próximo de Vila Rica – para cirurgia de retirada do projétil.


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