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Nova Olimpia (MT), 16 de agosto de 2018 - 20:31

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30/07/2018 18:31 Vinícius Lemos - RdNews

Cabo Gerson diz temer pela própria vida por revelar grampolândia e quer escolta

A defesa do cabo Gerson Correa relatou que o militar teme pela própria vida e pelos familiares após confessar participação no esquema de grampos ilegais em Mato Grosso. Em razão disso, solicitará que a Justiça concede segurança especial a ele. A confissão dele aconteceu na madrugada do último sábado (28), em depoimento ao juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Militar de Cuiabá. Ele disse que o governador Pedro Taques e o primo dele que está preso, ex-secretário de Estado, Paulo Taques, são os verdadeiros donos do esquema de arapongagem, o que é ilegal. Disse ainda que usaram o grampo em campanha eleitoral, para fiscalizar clandestinamente adversários.
O cabo confessou à Justiça ele detalhou sobre o esquema de arampongagem e relatou que o responsável por liderar o esquema criminoso teria sido o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, atualmente preso sob a acusação de participar de fraudes no Detran-MT. Gerson disse ter cumprido ordens de seu superior da época, o ex-comandante-geral da PM do Estado, coronel Zaqueu Barbosa. Este negou qualquer envolvimento no esquema.
Conforme o advogado Neyman Monteiro, a defesa do cabo irá solicitar que a Justiça conceda segurança para ele e membros de sua família, por medo de represálias após as confissões. “A proteção será pedida, em razão dos fatos que ele declarou aqui. A coragem dele agora será elencada em um pedido que a gente vai fazer. Vamos pedir proteção a ele. Ele não tem nenhuma arma mais”, pontuou.
“Ele falou para todo mundo que, a partir de agora, teme pela sua vida e pela de toda sua família”, acrescentou.
O cabo da PM está em liberdade desde 14 de maio, após passar nove meses, em razão dos processos que responde pela prática de grampos ilegais no Estado. Ele foi liberado mediante a condição de permanecer utilizando tornozeleira eletrônica. Desde então, Gérson passa a cumprir medidas cautelares, dentre eles a proibição de portar armas de fogo.
Conforme o advogado, os próximos passos da defesa, além do pedido de segurança, é aguardar nova manifestação da Justiça. “Também vamos aguardar a sentença, que é o mais esperado pela defesa, depois de ele contar a verdade sobre o que viveu durante a grampolândia”.
O advogado declarou que algumas declarações ditas pelo militar durante o depoimento foram surpresa até mesmo para a defesa dele. "Ele até nos superou. Foi uma surpresa. A gente pensava que ele fosse apenas confessar. No fim, ele contou tudo. Ele contou a verdade”, disse.
"Eu não tinha conhecimento de nada. Quem tem conhecimento de tudo é ele. É o convencimento e a apuração dele. Ele que viveu a grampolândia pantaneira. Ele que elucidou aquilo. Então ele merece um crédito”, completou.
Para o advogado, Gerson escreveu “livro” sobre o esquema dos grampos ilegais no Estado. “Não sabia que ele ia falar tudo isso. A orientação da defesa foi para ele confessar os crimes que praticou”, comentou. O advogado revelou que a confissão de Gerson será utilizada como argumento para reduzir uma possível condenação dele. “Eu acredito até na absolvição dele”, declarou Monteiro.


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